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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

  • 10/05/2018
  • 16:09
  • Atualização: 16:55

Spotify retira músicas de R. Kelly de suas listas de reprodução

Medida foi tomada após pedido do Time's Up para cortar laços com o cantor, acusado de abuso sexual

Cantor é acusado de assédio e maus-tratos a adolescentes e jovens mulheres | Foto: Daniel Boczarski / Getty Images North America / AFP / CP

Cantor é acusado de assédio e maus-tratos a adolescentes e jovens mulheres | Foto: Daniel Boczarski / Getty Images North America / AFP / CP

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  • AFP

O Spotify, principal serviço de streaming de música, anunciou nesta quinta-feira que retirará de suas listas de reprodução as músicas de R. Kelly, após um pedido do movimento Time's Up para cortar laços com o cantor americano, acusado de abuso sexual.

A decisão representa a primeira vez em que é aplicada a nova política do Spotify, que estipula a possibilidade de que a conduta de um artista pode provocar mudanças na forma como a plataforma promove os seus conteúdos. "Quando um artista ou criador faz alguma coisa que é particularmente danosa ou condenável (por exemplo, violência contra crianças e violência sexual), isso pode afetar as formas como trabalhamos com eles ou os apoiamos", assinalou um porta-voz do serviço sueco de streaming.

Os usuários das versões gratuita e paga do Spotify continuarão encontrando a música de R. Kelly no serviço. Contudo, o artista não aparecerá mais nas listas de reprodução feitas pela plataforma, ou nas recomendações geradas pelos algoritmos. "Não censuramos o conteúdo pela conduta de um artista ou criador, mas queremos que nossas decisões editoriais - o que escolhemos para programar - reflitam os nossos valores", acrescentou o porta-voz.

R. Kelly, cujo nome de batismo é Robert Sylvester Kelly, é acusado há anos de abusar sexualmente de mulheres jovens e menores de idade, mas nunca foi condenado. O cantor e produtor de 51 anos, autor do hit "I Believe I Can Fly", foi acusado de pornografia infantil em 2002, mas foi absolvido em 2008. Segundo um relato do BuzzFeed publicado em julho, Kelly também é acusado de manter seis mulheres em condições de virtual escravidão em suas casas de Chicago e Atlanta, embora as alegações, que o artista nega, não tenham provocado a sua acusação.

Além disso, a Polícia de Dallas (Texas) abriu uma investigação em abril por assinalamentos de que Kelly passou a uma mulher de 19 anos uma doença sexualmente transmissível sem tê-la prevenido de que era portador. No fim de abril, o movimento Time's Up, criado após a enxurrada de acusações por assédio sexual contra vários homens poderosos em diferentes âmbitos, exigiu a investigação de todas as acusações. O grupo também pediu aos grandes nomes da indústria musical que cortem laços com o artista.