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  • 30/08/2018
  • 10:18
  • Atualização: 10:25

Primeiro concerto de suíte de choro ocorre neste domingo

“Suíte do Choro Contemporâneo” é a primeira peça orquestral do bandolinista Elias Barboza

Bandolinista Elias Barboza, autor da Suíte (ao centro) com o seu quinteto | Foto: Tiago Trindade / Divulgação / CP

Bandolinista Elias Barboza, autor da Suíte (ao centro) com o seu quinteto | Foto: Tiago Trindade / Divulgação / CP

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  • Luiz Gonzaga Lopes

A “Suíte do Choro Contemporâneo”, do bandolinista gaúcho, Elias Barboza terá a sua estreia no Domingo Clássico, neste domingo, 2 de setembro, às 19h, com a Orquestra de Câmara da Ulbra, Elias Barboza e seu Quinteto, sob a regência de Tiago Flores, na Associação Leopoldina Juvenil (Marquês do Herval, 280). Toda a música tem sua história e com esta não seria diferente. Primeira obra orquestral do músico, a composição foi escrita a partir de uma provocação de Hique Gomez, em 2 de novembro de 2014, quando Elias estreou como solista de orquestra, com a própria Orquestra da Ulbra, a convite de Tiago Flores, para solar a basilar obra orquestral do choro e para bandolim, a “Suíte Retratos”, de Radamés Gnattali.

Hique fazia a gravação de áudio do concerto e comentou com Elias, após a apresentação, que Radamés havia deixado um caminho com aquela composição, que era de valorizar o choro com a música de concerto e execução de uma orquestra. Três anos depois, Elias escreveu a “Suíte do Choro Contemporâneo”, especialmente para a Orquestra da Ulbra, pensando na regência de Tiago Flores, quem lhe deu a primeira oportunidade.

Para a estreia da obra, com entrada franca (sugere-se doação de alimentos para projeto solidário de crianças e adolescentes do Lami), ao lado da Orquestra de Câmara da Ulbra estará o Elias Barboza Quinteto, formado por Elias Barboza (bandolim), João Vicente (violão sete cordas), Matheus Kleber (acordeon), Fabio Azevedo (cavaquinho) e Fernando Sessé (percussão).

O grupo nasceu da vontade do bandolinista Elias Barboza de dar uma estética diferenciada as suas composições, mesclando influências de mestres do choro como Jacob do Bandolim e Pixinguinha, com influências de outros músicos essenciais para a música brasileira como Baden Powell e Dorival Caymmi. A composição se divide em quatro movimentos: Choro Canção; Valsa Seresteira; Tango Brasileiro; e Abertura/Choros.

Elias explica um pouco mais sobre o quinteto e a obra: “Com o grupo eu me senti à vontade para no início de 2017 para compor a ‘Suíte do Choro Contemporâneo’. A já inicia com o acordeon e orquestra, fazendo uma introdução inspirada no mestre Dominguinhos, no primeiro movimento: Choro Canção. Depois vai para uma Valsa Seresteira no segundo movimento, passando para Tango Brasileiro e Abertura/Choros. Demorei seis meses para compor. Mandei por e-mail para o maestro Tiago Flores, pois desde sua elaboração, eu pensei exclusivamente nele como regente e a Orquestra da Ulbra para o lançamento. Foi em gratidão as oportunidades que me deu. O maestro gostou muito da obra e me convidou para ir na sua residência para fazermos algumas otimizações de arcadas e sugestões de melhorias. Com o produto final, ele me ofereceu o 2 de setembro para o lançamento mundial”.

No programa deste Domingo Clássico, a Orquestra de Câmara da Ulbra ainda executará as obras “Ponteiro”, de Edu Lobo; “La Oración del Torero”, de Joaquin Turina; “Cinco Danças Gregas”, de Nikos Skalkotas; e temas da trilha do filme “Severina”, de autoria do jornalista, músico e doutorando em Letras pela Ufrgs, Arthur de Faria. “Eu escrevi a música, e toda a parte orquestral (além da orquestra, há músicos de Buenos Aires, Montevideo e São Paulo) foi interpretada, brilhantemente, pela Orquestra de Câmara da Ulbra, regida por Tiago Flores”, destaca Arthur. O evento tem patrocínio da Vivo, com financiamento do Pró-Cultura RS.