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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

  • 25/04/2017
  • 23:40
  • Atualização: 12:57

Midnight Oil embala Porto Alegre com seu rock político

Banda abriu turnê mundial com show para fazer 2,5 mil pularem na Capital

Banda abril turnê mundial com show para fazer 2,5 mil pularem na Capital | Foto: Ricardo Giusti

Banda abril turnê mundial com show para fazer 2,5 mil pularem na Capital | Foto: Ricardo Giusti

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  • Luiz Gonzaga Lopes

Após 15 anos, os australianos do Midnight Oil tomaram de assalto uma Porto Alegre que eles já haviam visitado outras duas vezes entre 1993 e 1997. A banda de roqueiros e surfistas das praias de Sydney, e que se tornou uma referência do cenário rock’n’roll por causa do seu posicionamento político, tocou durante mais de duas horas nesta terça à noite no Pepsi On Stage.

O show da The Great Circle 2017 World Tour, cuja turnê mundial foi aberta na Capital, mostrou o quinteto australiano relembrando as grandes composições dos seus principais discos, lançados entre os anos 80 e 90, que juntos venderam mais de 10 milhões de cópias. Com letras que muito retratam os problemas da humanidade e do nosso próprio planeta, o Midnight Oil não deixou de fora do seu repertório os hits que ficaram marcados pelo seu engajamento social, como “Beds are Burning”, “Blue Sky Mine”, “Forgotten Years” e “The Dead Heart”,, entre outros petardos. Foram 22 músicas durante 1h40min de um show impecável.

O show começou por volta das 21h40min com a clássica e embalada King of the Mountain, na qual o vocalista Peter Garrett já mostrou toda a sua cenicidade com as mãos e gingado. Antes da quinta música In the Valley, o vocalista deu o recado da mensagem do show em português lido da colinha no palco: "Nós vamos tocar músicas para vocês que falam do meio ambiente e questõees políticas". Logo depois, introduziu "Put Down the Weapon", dizendo que a guerra é uma coisa estúpida, também em português.

Depois, o quinteto empolgou o público com músicas como Renaissance Man e Power of the Passion, dançante e com uma metralhadora percussiva e de luz nas suas viradas com méritos para o dom rítmico de Rob Hirst e os fãs caprichando no cantar junto. A histeria dos fãs foi maior com The Dead Heart, que provocou um festival de celulares filmando a cena para a posteridade descartável atual. Depois de "Say your prayers" foi a vez de "Beds are Burning" dar um sacode nas mais de 2,5 mil pessoas que pularam a noite toda e cantaram com os australianos. Perto do final, "Blue Sky Mine" deu o tom oitentista que faltava para o embalo de todo o público com a condição segura de toda a banda: Peter Garrett (vocal), Jim Moginie (guitarra), Martin Rotsey (guitarra), Bones Hillman (baixo) e Rob Hirst (bateria).