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Porto Alegre, terça-feira, 22 de Maio de 2018

  • 15/01/2018
  • 17:32
  • Atualização: 18:15

Sete montagens iniciam temporada no Porto Verão Alegre nesta terça

"Os Dois Gêmeos Venezianos", "Amor de 4" e "Seu Bomfim" são algumas das montagens que chegam ao festival

"Os Dois Gêmeos Venezianos", vencedor de um Troféu Açorianos em 2016, é um dos destaques da programação | Foto: Rodrigo Kão / Divulgação / CP

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Sete montagens fazem sua estreia nesta terça-feira na edição 2018 do Porto Verão Alegre, que segue com programação até o dia 8 de fevereiro. Espetáculo com três indicações e vencedor do Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Troféu Açorianos 2016, "Os Dois Gêmeos Venezianos" é um dos destaques da agenda, com encenação até quinta-feira, sempre às 21h, no Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Independência, 75). Para esta e outras peças, os ingressos antecipados custam R$ 30 pelo site; na hora, o valor é R$ 40.

Esta aventura mesla humor, ação e romance numa divertida comédia que narra as confusões vividas por dois gêmeos idênticos, na melhor tradição da Comédia Dell’arte. Dirigida por Suzi Martinez, a montagem conta a história de Fabrício e Tonino, que foram separados na infância – o primeiro esperto e charmoso, criado em Veneza, e o segundo, tolo e desajeitado, criado em Bérgamo. Em dado momento, ambos vão, ao mesmo tempo, para a cidade de Verona em busca de suas amadas, Beatriz e Rosaura, mas não sabem da presença do outro. O caos se estabelece quando joias, bagagens e declarações de amor são enviadas a pessoas equivocadas.

Outro destaque é "Amor de 4", que tem sessões até o dia 21 de janeiro, sempre às 21h na Sala Álvaro Moreyra (Érico Veríssimo, 307). Com base nos “Fragmentos do Discurso Amoroso” de Roland Barthes, o espetáculo se debruça sobre os signos do amor: o encontro, a paixão, o ciúme, a briga, o fim, o luto. Estes elementos são apresentados através de cenas clássicas de Shakespeare, Alexandre Dumas Filho, Goethe e Henrik Ibsen. Os diretores Zé Adão Barbosa e Carlota Albuquerque constroem uma narrativa ágil num cenário minimalista com o auxílio de imagens especialmente criadas pelo videomaker Daniel Jainechine.

Em "Seu Bomfim", o ator Fábio Vidal interpreta o homem que dá nome à peça, um velho do sertão, que surge contando um episódio sobre um “homem do rio” que deixou sua família e sua vida para se colocar numa canoa, de onde não sai mais. A partir dessa narrativa, ele narra acontecimentos do seu passado, onde rememora pessoas e locais, e expõe pensamentos sobre várias questões. Suas estórias, seu humor, questionamentos e ações levam o espectador a entrar no seu mundo subjetivo colocando em evidência seu drama humano pessoal que se encontra enraizado numa cultura sertaneja. As sessões ocorrem nesta terça e quarta, no Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835), às 21h.

Também na terça e na quarta às 21h, mas no Teatro da AMRIGS (Ipiranga, 5311), Paulinho Mixaria apresenta um espetáculo de humor que pode ser assistido por toda a família. Neste ano de 2018 completa 25 anos de humor e a cada show vai modificando o repertório e isto faz com que o próprio ator se divirta tanto quanto a plateia.

Já Antonio Carlos Falcão vive Maria Bethânia em "A Doce Bárbara", comédia musical que narra a vida de uma cantora da MPB num texto que mistura ficção e realidade com música. Criado há mais de 30 anos pelo seu intérprete, este espetáculo também traz Falcão imitando Chico Buarque e Ney Matogrosso. As apresentações seguem até quarta, sempre às 21h, no Teatro Renascença (Érico Veríssimo, 30).

“Clássicos da Mímica”, dirigido e realizado por Gabriel Guimard, tem sessões às 20h de terça e de quarta, no Teatro do SESC (Alberto Bins,665). A atração foi criada a partir da estrutura clássica dos espetáculos de cabaré, music-hall e circo e traz esquetes conduzidos pelo personagem Extrabão, uma mistura de anti-herói e palhaço mímico. Elas são inspirados em temas clássicos da pantomima, porém recodificados e revisitados a partir de uma mistura de linguagens como a dança, o jogo do palhaço, a mágica, a utilização dos objetos como parceiros cênicos, o uso das onomatopeias, ruídos e palavras cantadas que auxiliam no jogo cênico e corporal.

O ator Julian Passini, também autor do texto, apresenta "Atordoado", no qual vive Guilherme Duarte, um jovem prestes a viver um momento decisivo em sua carreira. Momentos antes de entrar em cena, ele faz uma análise, despertando um looping de emoções. Em busca de si mesmo, ele conta sobre suas aventuras, dramas, inseguranças e sucessos, relembrando causos marcantes e vivências particulares. Com duração de 60 minutos e direção de Daiane Oliveira e Márcia Metz, a peça tem apresentações às 20h de terça e quarta, no Instituto Ling (João Caetano, 440).