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Porto Alegre, domingo, 27 de Maio de 2018

  • 18/04/2018
  • 12:13
  • Atualização: 13:34

"Valsa#6" ganha palcos pelo Brasil

Diretor Caco Coelho faz releitura da peça com convidados especiais

Gisela Sparremberger e demais integrantes da montagem começaram do zero nesta releitura da obra | Foto: Fernando Piccoli / Divulgação / CP

Gisela Sparremberger e demais integrantes da montagem começaram do zero nesta releitura da obra | Foto: Fernando Piccoli / Divulgação / CP

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  • Vera Pinto

Após uma temporada no Instituto Ling em 2017, “Valsa#6” vai, agora, ganhar a estrada, em diferentes capitais e com diversas participações especiais no elenco. Ainda neste mês de abril será exibida em São Paulo (nos dias 24 e 25), com presença da atriz Viviane Pasmanter. No Rio de Janeiro (dia 27), o espetáculo terá participação de Giulia Gam. E no Recife (dia 29), a estrela da vez será a atriz Sandra Possani.

A peça deve retornar em maio a Porto Alegre (dias 2 e 3) com apresentações no Teatro do Bourbon Country, com estrelato de Nayara Harry. Logo depois, vai encerrar o circuito gaúcho em Novo Hamburgo (no dia 10, no Teatro Feevale), com atuação de Lurdes Eloy. Baseada em “Valsa nº 6” do dramaturgo Nelson Rodrigues, a turnê está sendo patrocinada pelo Grupo Zaffari, em parceria com a Opus Promoções.

A dramaturgia foi refeita e o branco mantido, tanto no palco como na plateia, que vestirá roupas brancas cirúrgicas como testemunhas na necropsia da protagonista. Refletir o mundo interior e exterior da adolescente, que passa pela transição para a vida adulta e propagar a polifonia proposta pelo autor são algumas das intenções do roteiro. Os personagens, agora em posições fixas, ganharam mais densidade e lanternas serão distribuídas pelo palco, uma experiência visual e sensorial que será completada por variados cheiros. “Começamos o projeto, não como uma adaptação para o palco italiano e sim, ressignificando a peça”, diz o diretor Caco Coelho.

Em cena estão a outra, o narrador, o pai, a mãe, o doutor Junqueira e o galã Paulo. “A Sônia talvez não exista no espetáculo. Como personagem, é indicada pelo crítico Sábato Magaldi, e não por Nelson", explica o diretor, que pesquisou por dez anos e é autor de oito livros sobre o dramaturgo pernambucano, que viveu no Rio de Janeiro. Sábato liga esta obra a “Vestido de Noiva”, para dizer que era a mesma personagem.

Escrita em 1951, quando Nelson escreveu “O Homem Proibido”, traz a mesma história e personagens, com a sequência dos fatos. Nela Sônia vai ao seu primeiro baile e tem uma vertigem, ficando fora do ar por alguns dias. Doutor Junqueira não pode atender e manda Paulo em seu lugar. A menina apaixona-se pelo galã e sua prima também, tramando sua morte. “Há uma morte em cena e liberdade total, uma vez que não há a barreira e limitação da vida”, encerra Coelho. O diretor Ziembinsky foi o responsável por “O Homem Proibido” que traz a mesma história e personagens, com a sequência dos fatos.