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  • 16/08/2018
  • 14:54
  • Atualização: 15:46

Fúlvio Stefanini traz a peça "O Pai" a Porto Alegre

Em curta temporada, sessões ocorrem de sexta até domingo, no Theatro São Pedro

Peça trata da relação entre pais e filhos, no momento em que os progenitores carecem de cuidados | Foto: Joao Caldas / Divulgação / CP

Peça trata da relação entre pais e filhos, no momento em que os progenitores carecem de cuidados | Foto: Joao Caldas / Divulgação / CP

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  • Vera Pinto

Transferir ao espectador a sensação do Alzheimer, para que sinta o que quem vive o problema está passando é o mote da peça "O Pai", que estreou há dois anos, para celebrar os 60 anos de carreira de Fúlvio Stefanini. Dirigido por seu filho, Léo Stefanini, a montagem está no Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/nº) nesta sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 18h. Os ingressos estão à venda pelo site com preços a partir de R$ 50 (inteira).

O texto do francês Florian Zeller, escrito em 2012, trata da relação entre pais e filhos, no momento em que os progenitores, na idade avançada, carecem de cuidados. André é um homem saudável, cuja memória está vacilando, com necessidade de repetições e a comum perda de lógica. As transformações trazidas pelo tempo e pela convivência familiar e como interferem no que os cercam é a tônica da produção, com Carol Gonzalez, Déo Patrício, Carol Mariottini, Paulo Emílio Lisboa e Wilson Gomes, no elenco.

A peça mostra a relação de um pai com uma filha, no momento em que ele começa a ficar meio "gagá", diz o diretor. Léo comenta que “tem momentos hilários, mas em um dado momento cai a ficha da plateia, que chora nos últimos 20 minutos. É maluca essa reação, e um dos segredos do sucesso da peça, que passeia por essas emoções de forma muito intensa”, revelou.

O texto ganhou todos os prêmios e no Brasil o sucesso se repetiu, com a temporada estendida, de dois anos em São Paulo; e o Prêmio Shell de Melhor Ator para Fúlvio. “É um panorama muito atual: sempre temos parentes nessa situação e não sabemos o que fazer. O espetáculo não faz qualquer julgamento sobre casas de repouso, apenas levanta a questão”, acrescenta Léo, sobre o trabalho, que promove um jogo sensorial com o público, que enxerga o raciocínio e visão deste idoso.