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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

  • 01/09/2018
  • 08:20
  • Atualização: 08:21

Peça conta a trajetória de descendentes de alemães no Brasil

"Pátria Estrangeira/Fremde Heimat” pode ser conferida no Instituto Goethe, em Porto Alegre

Elenco interpreta e canta na peça | Foto: Mai Yandara/ Divulgação / CP

Elenco interpreta e canta na peça | Foto: Mai Yandara/ Divulgação / CP

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  • Vera Pinto

Partindo de trajetórias pessoais para abrir questões sociais e históricas, “Pátria Estrangeira/Fremde Heimat” conta a trajetória de descendentes de alemães no Brasil, sob a pesquisa da paraense Mirah Laline, que migrou para a Alemanha para estudar e, após a temporada em Porto Alegre, apresentará o espetáculo em Karlsruhe e Ludwigshafen, de 20 a 30 de setembro. Ela investigou o tema, com o autor Jürgen Berger e os atores, a partir de suas origens. A montagem pode ser conferida em Porto Alegre, no Instituto Goethe (24 de outubro, 112), de quinta a sábado, 20h e domingo, às 18h, até dia 9.

Definido como um docuficção, fala de ancestralidade, gerações, memória, pertencimento e imigração, suscitando questionamentos, como se é possível ou não viver duas culturas ao mesmo tempo. Seria Pátria um instrumento do colonialismo? Que semelhanças existem com a recente onde de imigração no Brasil e na Alemanha? Patrocinado pelo Kulturstiftung des Bundes, o trabalho teve a ideia comprada pelo Badisches Staatstheater Karlsruhe, grupo teatral alemão que enviou o ator Thomas Prenn para integrar o elenco. Ele atuará com Camila Falcão, Karin Salz Engel, Martina Fröhlich e Philipe Philippsen falando em português e alemão, na peça com legendas.

Martina integra, com os pais, o Coral 25 de Julho, com o qual foram para a Alemanha. Eles falam dialeto e têm a cultura alemã bem presente, mas de uma geração mais globalizada. Karin tem cidadania alemã. Camila tem ancestral alemão pela família do pai. “Trazemos um pouco do contexto histórico, mas o ponto de partida são as nossas histórias, Falamos da origem, das dificuldades e os privilégios também, porque quando os imigrantes chegaram receberam terras e montante em dinheiro. Temos cartas de alemães que aqui receberam terras bem grandes, mas aqui tiveram que construir tudo”, afirma o ator e músico Philipe. A trilha, ao vivo, terá canto, piano e acordeon.


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