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  • 18/02/2010
  • 19:54
  • Atualização: 20:01

Técnico da seleção feminina sub-17 elogia gaúchas após título

Andressa, Bianca e Jucinara foram titulares da campanha invicta no Sul-Americano

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Historicamente o Brasil sempre teve em seus destaques atletas dos Pampas, como Everaldo, Paulo César Carpegiani, Dunga e Ronaldinho Gaúcho. A seleção brasileira de Futebol Feminino sub-17, que conquistou o Sul-Americano da categoria no último dia 11 de fevereiro, em São Paulo, não fugiu a regra e emplacou logo três jogadoras. A meia de armação Andressa, do Esporte Clube Pelotas, a volante Bianca e a lateral esquerda Jucinara, ambas do Porto Alegre Futebol Clube, foram titulares e destaques na grande conquista das meninas.

A camisa oito, Andressa Nachry, 14 anos, é considerada pelo treinador da seleção brasileira sub-17, Edivaldo Erlacher, como “uma menina que deve seguir pelo mesmo caminho, ou até além, do que Marta é hoje para o Brasil”. O técnico conta que a jovem tem um talento nato, se adapta a qualquer situação de jogo e é um símbolo da raça gaúcha.

A volante dona da camisa sete, Bianca Braga, 16 anos, não foge aos olhos do treinador. É considerada por Erlacher como um modelo a ser seguido na posição. “Ela é uma jogadora de visão, técnica, com boa saída de jogo e ótimo poder de marcação”, comenta. A garota treina também no Colégio Metodista Americano, e é considerada pelo treinador da escola, Luciano Fernandes, como fenomenal. “É uma líder dentro dos times por onde passa. Não me resta dúvida de que tem tudo para dar certo na carreira”, comenta.

O trio gaúcho no grupo se completa com a lateral Jucinara Paz, 16 anos. Mas a garota, apesar de estar no flanco do campo e longe da meta adversária, foi a terceira jogadora que mais balançou as redes na competição, ao lado de Andressa, com quatro gols. “Aproveito as bolas paradas, onde tenho bastante facilidade, para chegar perto da artilharia”, conta a jovem.

O treinador de Jucinara no Porto Alegre, Gelcius Vieira, é só elogios para a lateral. “Ela tem habilidade para fazer duas funções, lateral e ala. A Jucinara é muito rápida e gosta de jogar para frente, além disso, tem um chute forte e usa muito bem as bolas paradas, onde faz muitos gols”, conta. Edivaldo Erlacher diz também que a garota tem um grande diferencial. “Ela coloca a bola onde quer. Na semifinal, quando vencemos a Venezuela por 6x2, cinco gols saíram de cobranças de bolas paradas dos pés dela”.

Mesmo com prestígio dentro de suas escolas e clubes, as garotas sabem que muitas portas do futebol feminino ainda têm de ser abertas. Elas comentam que estão acostumadas a treinar com garotos por causa da dificuldade em arrumar adversárias. “É difícil encontrar na rua meninas para jogar, por isso entro no time dos garotos. Antes eles não queriam me deixar jogar, agora, me escolhem até antes de alguns meninos”, conta Bianca, a camisa sete da seleção brasileira.

O título do Sul-Americano garantiu ao Brasil uma vaga no Mundial sub-17 que acontece em setembro, em Trinidad e Tobago. Ao que tudo indica o tchê vai dominar o linguajar da seleção na busca de mais uma taça.


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