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  • 07/04/2016
  • 16:02
  • Atualização: 16:07

Técnico da natação húngara renuncia após antigo caso de estupro vir à tona

Laszlo Kiss foi condenado em 1961, aos 21 anos

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Técnico da seleção da Hungria de natação, Laszlo Kiss renunciou nesta quinta-feira ao seu cargo após vir à tona um caso em que ele e outros dois homens foram condenados por estupro em 1961. Kiss disse nesta quinta-feira, através de um comunicado, que estava deixando o cargo pelos interesses do esporte húngaro e por sua saúde estar abalada pela divulgação da sua condenação a três anos de prisão.

Nesta quinta-feira, Kiss defendeu a sua inocência, dizendo que a condenação veio em um julgamento de fachada com base em acusações forjadas, ocorrido quando ele ainda era um nadador e tinha apenas 21 anos.

Segundo a imprensa húngara noticiou esta semana, há 55 anos Kiss e outros dois homens, identificados como Laszlo L. e Lajos V., atraíram uma jovem para um apartamento e a obrigaram a ter relações sexuais com um deles. Os três foram condenados e cumpriram penas de prisão.

Kiss, de 75 anos, era treinador da seleção feminina de natação da Hungria desde 1993 e da equipe masculina desde 1999. Ela também treinou Krisztina Egerszegi, dona de cinco medalhas de ouro olímpicas.

No início deste ano, chegou a renunciar ao cargo depois que a grande estrela da natação nacional, Katinka Hosszu, criticou a federação local publicamente, mas foi convencido a voltar após um pedido pessoal do primeiro-ministro do país, Viktor Orban.

A decisão de Kiss de renunciar ao cargo se dá um dia após a Federação Húngara de Natação decidir, por unanimidade, pela manutenção do profissional no cargo. Na última quarta-feira, a federação defendeu que o caso de Kiss é bastante conhecido no esporte desde que ele começou a sua carreira e que suas conquistas e sua admissão da responsabilidade desde então permitem que seu crime seja esquecido. Agora, porém, a repercussão do caso provocou a sua saída da seleção húngara de natação.