Correio do Povo | Notícias | Ex-médico de ginastas americanas é condenado a até 125 anos de prisão adicionais por abuso sexual

Porto Alegre

14ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, domingo, 27 de Maio de 2018

  • 05/02/2018
  • 14:23
  • Atualização: 14:25

Ex-médico de ginastas americanas é condenado a até 125 anos de prisão adicionais por abuso sexual

Casos aconteceram durante período de pelo menos 20 anos

Larry Nassar abusou de centenas de crianças e jovens meninas durante décadas | Foto: Rena Laverty / AFP / CP

Larry Nassar abusou de centenas de crianças e jovens meninas durante décadas | Foto: Rena Laverty / AFP / CP

  • Comentários
  • AFP

Larry Nassar, ex-médico da Federação Americana de Ginástica que abusou de centenas de crianças e jovens meninas durante décadas, foi sentenciado nesta segunda-feira a até 125 anos de prisão adicional a outras duas penas recebidas anteriormente. "Isto encerra o processo legal que envolve Larry Nassar. Entendo que isto não coloca ponto final no sofrimento físico e emocional que ele causou", disse a juíza Janice Cunningham após a leitura das condenações.

Nassar foi sentenciado por abusos sexuais contra sete jovens mulheres no centro de treinamento de alto desempenho de Twistars, em Michigan. O ex-médico já tinha sido condenado a 60 anos de prisão por posse de pornografia infantil e a um período de até 175 anos de cárcere por abusos sexuais a mais de 260 crianças e jovens, incluindo ginastas da seleção olímpica e de times universitários.

De acordo com os depoimentos apresentados pelas próprias vítimas durante o processo, os abusos sexuais de Nassar aconteceram durante período de pelo menos 20 anos. Nesta época, Nassar se tornou a figura mais importante da equipe médica da ginástica olímpica dos Estados Unidos, além de ocupar lugar de destaque como professor na Universidade Estadual de Michigan (MSU).

Nesta segunda-feira, Nassar recebeu autorização para ler um breve comunicado diante da corte pedindo desculpas por sua conduta. "As palavras pronunciadas por cada pessoa que falou (no processo), incluindo os pais, tocaram no que há de mais profundo em mim. É impossível explicar o quão profundamente sinto pelo que aconteceu com todos e com cada um", disse.