Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 14/04/2014
  • 22:35
  • Atualização: 07:50

Ministro admite necessidade de mais diálogo com movimentos sociais

Em Porto Alegre, Gilberto Carvalho diz que governo irá divulgar mais a Copa

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  • Correio do Povo

O governo federal demorou demais para dialogar com os brasileiros sobre a Copa do Mundo, abrindo espaço para as manifestações contrárias, reconheceu o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em reunião nesta segunda-feira em Porto Alegre com dezenas de representantes de movimentos sociais.

Carvalho aproveitou para informar os números que envolvem a Copa. Enfatizou que, enquanto a União investiu R$ 8 bilhões nas obras dos estádios, aplicou R$ 825,3 bilhões em saúde e educação, desde 2010. Comentou ainda que outros R$ 17,6 bilhões usados em aeroportos, turismo, segurança, mobilidade e outros permanecerão como legado aos brasileiros. Disse também que a projeção de ganhos com o evento mundial gira em torno de R$ 30 bilhões. “Faremos uma forte campanha de divulgação para que as pessoas que queiram se manifestar o façam com base na verdade”, disse Carvalho.

O ministro complementou que o governo federal está ciente de que, no período do Mundial, poderá haver protestos pelo país. Mesmo assim, garantiu que a União não enviará ao Congresso Nacional nenhum projeto de lei para endurecer ou criminalizar as manifestações. “Não é com lei repressiva que se vai conter protesto, mas dialogando e atendendo às demandas. É bom que o mundo veja que somos um país onde se pode protestar. Mas aqueles que quiserem protestar de forma violenta, vão ficar isolados.”

Durante a reunião, o ministro ouviu demandas dos movimentos sociais presentes. Num debate acalorado, ele teve que responder a diversas questões, a maioria delas sobre problemas do Brasil, desde infraestrutura à educação. Um delas foi sobre moradia. “Por que os 48 mil imóveis vazios em Porto Alegre não são oferecidos aos sem moradia? Por que o governo insiste em construir habitação em pontos isolados, sem infraestrutura, para as famílias de baixa renda?”, questiona Ceniriani Vargas da Silva, integrante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia. Os diálogos da Copa vão ocorrer nas 12 cidades-sedes da Copa.

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