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17/03/2010 07:57 - Atualizado em 17/03/2010 08:39

Grêmio pode ter chapa de consenso nas eleições de 2010

Situação quer conversar com a Oposição para ver se ideia poderá ser levada adiante

Grêmio pode ter chapa de consenso nas eleições de 2010<br /><b>Crédito: </b> Antônio Sobral / CP Memória
Grêmio pode ter chapa de consenso nas eleições de 2010
Crédito: Antônio Sobral / CP Memória
Grêmio pode ter chapa de consenso nas eleições de 2010
Crédito: Antônio Sobral / CP Memória

Há um ano e meio, na reta final das eleições presidenciais no Grêmio, falar em composição unindo de um mesmo lado Situação e Oposição era não apenas impensado como poderia ser rotulado de loucura sem nenhum exagero. Agora, é um projeto que está sendo alimentado entre os situacionistas e deve ganhar caráter formal em breve. De longe, a Oposição apenas observa enquanto mantém os dois pés atrás com a ideia.

Para explicar a proposta de coalizão é preciso antes entender o atual momento da Situação. Se durante o processo eleitoral e nos primeiros meses após a eleição de Duda Kroeff o G-6 (conjunto de grupos que apoiou o presidente) era um bloco coeso, isso cada vez mais parece ter ficado para trás - e a recente demissão do coordenador das categorias de base, Paulo Deitos é apenas a mais recente evidência disso. As divergências internas aumentaram tanto que antes quem era visto como inimigo agora ganha ares de aliado.

Os primeiros movimentos de que a Situação quer pelo menos conversar com a Oposição já foram tomados. "Já nos mandaram alguns sinais nesse sentido. Mas não vejo possibilidade disso acontecer", afirma Eduardo Antonini, do oposicionista Grêmio Novo. A ideia dos situacionistas é deixar de lado antigas rixas e acalmar os ânimos políticos no clube. "Se analisarmos pensamentos, estamos muito próximos. Acho que pelo menos as pessoas têm que ter a capacidade de procurar um ao outro. Isso só não pode ser confundido com conchavo ou acerto", observa Juliano Ferrer, do situacionista Grêmio Imortal.

A tentativa de coalizão poderia ser tentada em três eleições este ano: renovação do Conselho Deliberativo, escolha do novo presidente do Conselho e escolha do novo presidente do clube. Os envolvidos acreditam que a primeira alternativa até seria viável. "Permanecemos como oposição. Mas isso não impede que conversemos com as pessoas", afirma Antônio Vicente Martins, do Grêmio Independente.

Em relação ao novo presidente do Conselho, a leitura é de que caso Raul Régis de Freitas Lima tente a reeleição, uma composição fica facilitada. O que parece ainda distante é um acerto entre todos os movimentos em função de uma chapa para definir o substituto de Duda Kroeff. "O G-6 busca antes de mais nada a possibilidade de dialogar com os ditos grupos de Oposição na busca de uma convergência política. Sem qualquer preconceito ou veto a nomes", diz Evandro Krebs.

Fonte: Carlos Côrrea / Correio do Povo


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