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O volante Marcos Assunção se pronunciou na manhã desta segunda-feira pela primeira vez sobre a sua saída do Palmeiras, após não acertar a renovação de contrato. Em coletiva organizada pelo próprio jogador, ele falou sobre os motivos que levaram a não permanecer no Verdão. E, muito emocionado, chegou a chorar em alguns momentos da entrevista.
Assunção não escondeu a tristeza pela decisão da diretoria, contou detalhes da negociação e se defendeu das críticas que vem recebendo de parte dos torcedores. "A grande verdade é que o Palmeiras não me quis mais. Saio triste, chateado, porque eu aprendi a gostar muito do Palmeiras. Aprendi a respeitar a torcida, a ter prazer de sair de casa e ir para o clube. Não gostaria de sair dessa forma que estou saindo. Como disse, sempre falei que gostaria de terminar minha carreira no Palmeiras", disse ele.
"A diretoria teve na mão a nossa proposta, era inferior aos valores da imprensa. Sobre meu salário saía um valor que não era. Todos meus contratos no Palmeiras, nunca recebi luvas. Sempre fizemos só salário. Tivemos uma reunião só que fizeram uma proposta, que foi na última. Falaram que ofereceriam isso, e se não fosse não dava. Em agosto ofereceram mais. Se eu fosse um mercenário, eu não estaria agora aqui. Estaria treinando, ganhando desde agosto mais do que eu ia ganhar agora. Naquele momento eu pensava na situação do Palmeiras", destacou o jogador.
Assunção também citou uma dívida do clube com ele, referente ao contrato que se encerrou no último dia 31. Mesmo assim, alega que nunca chegou a cobrar e não se arrepende do esforço que fez na reta final do Brasileiro.
"Palmeiras tem uma dívida comigo desde junho. Li comentários para o bem e para o mal, vi muita gente me chamando de mercenário, falando de ingratidão, Palmeiras tem dívida desde junho e eu jamais, em qualquer momento, cheguei aqui e falei dessa dívida. Nunca fomos para cobrar qualquer dívida, reclamar de algo", contou.
O jogador explicou os motivos por ter pedido aumento para renovar o contrato durante as negociações. Porém, pela diferença entre os valores oferecidos pelo clube em agosto, quando o Palmeiras tentou renovar, o jogador acreditou que a vontade da direção não era aumentar o vínculo do camisa 20. "Sou um jogador importante, mesmo com 36 anos. Vencemos a Copa do Brasil, sempre recebi premiações individuais. Antes da lesão, eu fazia todos os treinos que um garoto de 18 anos. Nunca me preservei de nada", contou.
Mesmo emocionado na despedida, o volante não descartou retomar as negociações e permaneça no Palmeiras caso seja chamado pela diretoria. Ele, porém, descarta esperar até o dia 21 de janeiro, data da eleição no clube, para ouvir uma possível proposta do novo presidente alviverde.
"Há chances (de permanecer). Não tem nada concreto com nenhum time. Minha vontade é permanecer. Enquanto não tiver nada concreto, estou aberto para negociar, mesmo que seja com o Palmeiras. Estou desempregado me despedindo aqui, mas daqui a pouco pode tocar o telefone e chamar para acertar. A vida é feita de decisões. Temos de trabalhar onde somos felizes e eu era feliz no Palmeiras", ponderou.
Fonte: Lancepress
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