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Um abaixo-assinado endereçado a Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, está disponível na internet pedindo a extinção da torcida organizada Mancha Alviverde, que agrediu jogadores do clube no Aeroparque de Buenos Aires, após a derrota para o Tigre.
Até as 15h desta quinta-feira, pouco menos de 500 pessoas já haviam assinado. "Nós subscrevemos o abaixo-assinado Extinção da torcida organizada Mancha Alviverde, para o senhor Paulo Nobre, presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras", diz o site.
A extinção da organizada, no entanto, não depende de Nobre. O caso compete às autoridades, como o Ministério Público de São Paulo.
Presidente pede expulsão de agressores da Mancha
Nobre promete agir com pulso firme daqui para a frente. O presidente informou que não vai mais dialogar com a torcida organizada se os baderneiros não forem identificados e expulsos. "Se quiserem voltar a ter um diálogo com essa presidência, as organizadas devem identificar as pessoas que cometeram esse ato de vandalismo e expulsá-los. Que eles sejam expulsos da torcida e entregues à polícia. Os agressores do nosso goleiro têm de ser julgados e expulsos da nossa torcida", disse nesta tarde, na Academia de Futebol.
Ele admitiu que o clube concedia algumas regalias aos uniformizados, mas avisa que isso não continuará acontecendo. "O que o Palmeiras fazia de bom ao torcedor? Em jogos em São Paulo, vendíamos ingresso. Nos de fora, eu deixei claro a eles que não era função do clube financiar a organizada. Eles queriam as viagens pagas por nós, eu disse que não era nossa responsabilidade e que, se eles conseguissem a viagem, eu forneceria o ingresso. O Palmeiras dava ingressos ao torcedor", contou.
"Neste jogo, tínhamos cem ingressos que o Tigre deu e foi suficiente para atender à torcida. A partir de agora, o Palmeiras não é refém de organizada. O fato de respeitarmos todo tipo de torcedor não faz o clube refém. Até que alguma medida seja tomada por parte das organizadas, essas regalias estão cortadas", acrescentou.
O mandatário não acredita que o caso vá causar as saídas de Valdivia, principal alvo dos revoltados, e Fernando Prass, que acabou se ferindo em meio à confusão. "Nenhum falou que quer sair. Falei com o Prass e ele não está satisfeito, mas é profissional e tenho certeza que vai continuar defendendo o Palmeiras com o mesmo afinco de sempre. Falei com o Valdivia também. Quando ele comete indisciplina tem de ser punido, sem regalias, mas quando tem atitudes como as que tem nesse ano, tem de ser elogiado", disse.
Fonte: Lancepress
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