 Lateral já atuou em jogo-treino contra o Cerâmica Crédito: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP
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Lateral já atuou em jogo-treino contra o Cerâmica
Crédito: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP
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Ver Fábio Aurélio correndo, chutando, cruzando é um alento para os gremistas. Uma estreia aguardada há 253 dias está prestes a disputar o seu primeiro jogo com a camisa tricolor. O retorno do lateral-esquerdo aos gramados tem um responsável: Filé e seus segredos.
Nilton Petrone, mais conhecido pelo apelido Filé, teve no jogador o seu primeiro paciente no Olímpico. A forma como encontrou o problema que atrapalhava Fábio Aurélio causou curiosidade a quem frequenta o vestiário. Foi agachado, atrás da esteira, observando o atleta correndo, que o coordenador da fisioterapia conseguiu identificar o que prejudicava os treinamentos. Ali estava detectado que, para voltar a treinar normalmente, o lateral teria de usar uma palmilha especial.
"Observamos a forma como ele corria e que havia uma sobrecarga, uma desarmonia", explicou Filé. O problema vinha de uma disfunção da pelve, em uma série de ossos na região de transição entre o tronco e os membros inferiores. Por causa da operação no joelho direito, Fábio Aurélio colocava mais peso na perna esquerda, gerando as dores musculares que o afastaram dos treinos no início da temporada. "A lesão leva a uma mudança completa da mecânica", enfatizou o fisioterapeuta.
Era preciso corrigir o problema. A solução estava em uma palmilha especial. Feita sob medida, o jogador a utiliza para tudo. Seja no tênis de passeio, no de correr ou na chuteira. "O ideal é que use até o final da carreira", projetou o fisioterapeuta.
Ainda sem data para estrear
Fábio Aurélio ainda não tem data para jogar sua primeira partida e a comissão técnica gremista toma todos os cuidados para não antecipar qualquer etapa. Durante a semana será avaliada a possibilidade de ele ser liberado para compor o banco contra o Lajeadense no Gauchão. "Não queremos que ele vá e volte para o departamento médico", ressaltou Filé.
No jogo-treino da quinta-feira, o lateral já suportou 80 minutos em campo, em uma das últimas etapas da recuperação. Já são mais de oito meses de tratamento e o profissionalismo do jogador é exaltado por quem conviveu com ele neste período. Sempre chegava antes ao horário marcado. 'Ele se machucou com 5,8% de taxa de gordura e agora está com 5%. Que jogador volta de lesão com isso?', exaltou o coordenador da fisioterapia.
Filé compara ao caso de Pedrinho, um de tantos que cuidou no futebol - cujo mais emblemático é o de Ronaldo para a Copa do Mundo de 2002. Em 2007, o meia chegou ao Santos depois de apenas 19 jogos em um ano no Fluminense. Deu certo e foram 70 partidas na equipe paulista. 'São casos bem parecidos. Dois exemplos de profissionalismo', destacou.
Fonte: William Lampert/Correio do Povo
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