Correio do Povo

Porto Alegre, 20 de Junho de 2013


Porto Alegre
Agora
12ºC
Amanhã
12º 16º


Faça sua Busca


Esportes > Futebol > Grêmio

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

09/03/2013 21:01 - Atualizado em 09/03/2013 21:18

Palmilha especial é segredo para retorno de Fábio Aurélio aos jogos

Fisioterapeuta do Grêmio detectou sobrecarga que causava lesões musculares no lateral

Lateral já atuou em jogo-treino contra o Cerâmica<br /><b>Crédito: </b> Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP
Lateral já atuou em jogo-treino contra o Cerâmica
Crédito: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP
Lateral já atuou em jogo-treino contra o Cerâmica
Crédito: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP

Ver Fábio Aurélio correndo, chutando, cruzando é um alento para os gremistas. Uma estreia aguardada há 253 dias está prestes a disputar o seu primeiro jogo com a camisa tricolor. O retorno do lateral-esquerdo aos gramados tem um responsável: Filé e seus segredos.

Nilton Petrone, mais conhecido pelo apelido Filé, teve no jogador o seu primeiro paciente no Olímpico. A forma como encontrou o problema que atrapalhava Fábio Aurélio causou curiosidade a quem frequenta o vestiário. Foi agachado, atrás da esteira, observando o atleta correndo, que o coordenador da fisioterapia conseguiu identificar o que prejudicava os treinamentos. Ali estava detectado que, para voltar a treinar normalmente, o lateral teria de usar uma palmilha especial.

"Observamos a forma como ele corria e que havia uma sobrecarga, uma desarmonia", explicou Filé. O problema vinha de uma disfunção da pelve, em uma série de ossos na região de transição entre o tronco e os membros inferiores. Por causa da operação no joelho direito, Fábio Aurélio colocava mais peso na perna esquerda, gerando as dores musculares que o afastaram dos treinos no início da temporada. "A lesão leva a uma mudança completa da mecânica", enfatizou o fisioterapeuta.

Era preciso corrigir o problema. A solução estava em uma palmilha especial. Feita sob medida, o jogador a utiliza para tudo. Seja no tênis de passeio, no de correr ou na chuteira. "O ideal é que use até o final da carreira", projetou o fisioterapeuta.

Ainda sem data para estrear

Fábio Aurélio ainda não tem data para jogar sua primeira partida e a comissão técnica gremista toma todos os cuidados para não antecipar qualquer etapa. Durante a semana será avaliada a possibilidade de ele ser liberado para compor o banco contra o Lajeadense no Gauchão. "Não queremos que ele vá e volte para o departamento médico", ressaltou Filé.

No jogo-treino da quinta-feira, o lateral já suportou 80 minutos em campo, em uma das últimas etapas da recuperação. Já são mais de oito meses de tratamento e o profissionalismo do jogador é exaltado por quem conviveu com ele neste período. Sempre chegava antes ao horário marcado. 'Ele se machucou com 5,8% de taxa de gordura e agora está com 5%. Que jogador volta de lesão com isso?', exaltou o coordenador da fisioterapia.

Filé compara ao caso de Pedrinho, um de tantos que cuidou no futebol - cujo mais emblemático é o de Ronaldo para a Copa do Mundo de 2002. Em 2007, o meia chegou ao Santos depois de apenas 19 jogos em um ano no Fluminense. Deu certo e foram 70 partidas na equipe paulista. 'São casos bem parecidos. Dois exemplos de profissionalismo', destacou.



Bookmark and Share

Fonte: William Lampert/Correio do Povo






O que você deseja fazer?


Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.