 Grêmio vai encarar o campo ruim do Caracas pela Libertadores Crédito: Lucas Uebel / Grêmio / CP
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Grêmio vai encarar o campo ruim do Caracas pela Libertadores
Crédito: Lucas Uebel / Grêmio / CP
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A exemplo do jogo de estreia, o Grêmio terá dois desafios no confronto desta terça-feira, às 21h30min, pela Libertadores. Ao debutar na edição de 2013, o Tricolor teve de atuar em um gramado em desenvolvimento e enfrentar o Huachipato. Hoje, a equipe gaúcha terá que passar por cima do Caracas e do campo ruim do estádio Olímpico. Por trás do desafio está a liderança provisória do grupo 8 e o desejo de estar entre as melhores campanhas da competição num futuro próximo.
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Aos poucos, as partidas da primeira fase da Libertadores vão ficando mais decisivas. Em jogo está a classificação e mais adiante a vantagem na etapa eliminatória. Por mais positiva que tenha sido, a goleada do Grêmio sobre o Caracas em Porto Alegre precisa ser esquecida. O Tricolor espera um time diferente hoje, com sede de vitória e ansioso para dar um conforto ao povo venezuelano, diminuído pela perda do seu maior líder: Hugo Chávez.
Em Caracas, após mais de seis horas de viagem, o Grêmio desembarcou com a certeza de que uma vitória servirá para dois propósitos: encaminhar classificação e tirar do caminho um adversário perigoso. A recomendação foi dada pelo volante Fernando. "Não podemos dar vida ao Caracas. Uma derrota embolaria o grupo e colocaria a nossa classificação em risco", explicou.
Ambientado na cidade, o Grêmio treinou bolas aéreas, arma que deve ser bastante utilizada durante o jogo em função do gramado ruim. Barcos é a referência na área adversária, segundo a orientação do técnico Vanderlei Luxemburgo. O meia Zé Roberto avisou que o Tricolor de hoje dever ser bem diferente daquele fez 4 a 1 na Arena. “Vamos ter que mudar um pouco as nossas características. Um time que tem muita técnica sofre com um campo ruim. Fica mais difícil de criar oportunidades e estamos treinando para colocar algumas coisas em prática”, destacou.
O chamado “espírito de Libertadores” foi destacado pelo camisa 10 como essencial para voltar da Venezuela com os três pontos e encaminhar a classificação no torneio continental. “Vai ser difícil manter o mesmo nível que apresentamos contra o Caracas na nossa casa. Mas independente do grande jogo que fizemos, o espírito tem que ser o mesmo sempre", acrescentou Zé Roberto.
Sem problemas para escalar o time, Luxemburgo poderá repetir a equipe pela terceira vez consecutiva em 2013. A única ausência no grupo atingirá o banco de reservas. Kléber, que estava recuperado de cirurgia, fraturou a costela na semana passada e nem viajou para Caracas.
Por Chávez e por uma nova vida na Libertadores
O Caracas jogará a vida no duelo contra o Grêmio nesta terça-feira. No vestiário do time venezuelano, há o entendimento de que a vitória hoje dará uma nova vida à equipe, que ainda terá mais uma partida dentro de casa, diante do Huachipato. O clube ainda atuará para amenizar a perda de Hugo Chávez, morto na semana passada.
Para o zagueiro Andrés Sánchez, a maneira de buscar os três pontos não importa. "Precisamos acreditar que é possível vencer o Grêmio. Com a bola parada, por baixo, por cima ou com um pênalti. O importante é que a gente possa definir a partida a nosso favor e assim seguir com vida (na Libertadores)", comentou.
O capitão Juan Guerra, que deve ser titular nesta terça-feira, disse que não haverá nervosismo por parte do Caracas. "Vamos jogar tranquilos porque formamos uma equipe que sabe como controlar as emoções. É uma final e não tem mais volta", disse o jogador depois de um treinamento nesse domingo.
Libertadores 2013 – Grupo 8
Caracas Baroja; Carabalí, Edwin Perazza, Sánchez e Quijada; Juan Guerra, Jiménez, Peña e Meza (Febles); Otero e Cure. Técnico: C. Bencomo.
Grêmio Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Vargas e Barcos. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Local: estádio Olímpico, Venezuela. Horário: 21h30min.
Fonte: Correio do Povo
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