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A família do garoto Kevin Beltrán Espada, morto por um sinalizador na partida entre Corinthians e San José, em Oruro, na Bolívia, estuda entrar com um processo na área cível contra o presidente corintiano Mário Gobbi. A informação foi publicada nesta quinta-feira pelo jornal "Folha de São Paulo".
Segundo o tio de Kevin, Jorge Ustarez, ouvido pela publicação, o clube é parcialmente responsável pela morte do adolescente por sua relação com as torcidas organizadas. "O clube financia torcedores, então há responsabilidade", afirmou Ustarez, que criticou o Corinthians por até hoje não procurar a família diretamente, apenas pelo intermédio da embaixada brasileira na Bolívia.
Ustarez disse que o clube tentou influenciar as autoridades bolivianas através da embaixada brasileira. "Houve inúmeras tentativas de influenciar nossa Justiça por meio da Chancelaria e até de um deputado. Mas, felizmente, nada funcionou", comentou Ustarez.
O jornal publica ainda que os pais de Kevin confirmaram o contato com a embaixada brasileira, mas voltaram a lamentar não terem sido procurados por representantes corintianos. "O que não nos conformamos é que até agora ninguém do clube havia nos procurado nem para oferecer as condolências", falou o pai de Kevin, Limbert Beltrán.
Fonte: Lancepress
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