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16/03/2013 08:42 - Atualizado em 16/03/2013 08:51

Balanço de 2012 deixa Inter em estado de alerta

Antecipação dos direitos de TV amenizou desequilíbrio entre receitas e despesas

Antecipação dos direitos de TV amenizou desequilíbrio entre receitas e despesas <br /><b>Crédito: </b> Halder Ramos / Divulgação CP
Antecipação dos direitos de TV amenizou desequilíbrio entre receitas e despesas
Crédito: Halder Ramos / Divulgação CP
Antecipação dos direitos de TV amenizou desequilíbrio entre receitas e despesas
Crédito: Halder Ramos / Divulgação CP

A situação não é dramática. Longe disso. Mas é consenso entre aqueles que tiveram acesso à prévia do balanço financeiro relativo a 2012 que o Inter vive em alerta. Há um óbvio desequilíbrio entre receitas e despesas que só foi aplacado pela entrada extraordinária de R$ 35 milhões no apagar das luzes do ano. Graças a isso, o clube teve resultado positivo de R$ 12 milhões.

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Os recursos extras (R$ 31,5 milhões, deduzidos os impostos e comissões) têm origem na assinatura de contrato que antecipa a venda dos direitos de televisionamento dos jogos no clube nos anos de 2016, 2017 e 2018. "O Inter só acabou o ano saudável financeiramente porque teve este aporte. Caso contrário, teria de recorrer aos bancos para pagar os salários dos jogadores", observa um conselheiro que já analisou os números.

Se o contrato com a TV não fosse assinado, o Inter acabaria o ano com um déficit de R$ 23 milhões - número que seria exatamente igual ao de 2011, quando o Inter também amargou grande prejuízo.

O balanço colorado oficialmente ainda não foi finalizado, mas há pressa. Recém-empossado, o presidente do Conselho Deliberativo, Ibsen Pinheiro, tem até o final de março para submeter os números à apreciação do Conselho Deliberativo. Para isso, cumprindo os estatutos do clube, terá de marcar a reunião para, no máximo, o dia 27 de março, véspera do feriadão de Páscoa.

Na reunião, o contrato com a TV voltará a ser debatido. Um grupo de conselheiros acredita que a sua assinatura fere uma norma do clube que não permite a antecipação de receitas de mais de quatro anos.

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Fonte: Fabrício Falkowski / Correio do Povo






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