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16/03/2013 10:38 - Atualizado em 16/03/2013 10:40

Por traumas e exposição, São Paulo deve manter Ney Franco

Técnico do tricolor paulista enfrenta resistência dos líderes do elenco

Ney Franco deve seguir no São Paulo<br /><b>Crédito: </b> Yasuyoshi Chiba / AFP / CP
Ney Franco deve seguir no São Paulo
Crédito: Yasuyoshi Chiba / AFP / CP
Ney Franco deve seguir no São Paulo
Crédito: Yasuyoshi Chiba / AFP / CP

O técnico Ney Franco não deve ser demitido pela diretoria do São Paulo, pelo menos até o fim da fase de grupos dessa Libertadores. O que o respalda, porém, não é o trabalho, mas sim o trauma das trocas de comando nos últimos anos, e o medo da cúpula de ser vista como culpada. No elenco, porém, aumentam as ressalvas com o técnico.

Ney Franco diz que o grupo está fechado, unido, mas enfrenta resistência dos líderes do elenco. Neste momento, os jogadores não estão na mesma sintonia de trabalho.

Após a derrota por 2 a 1 para o Arsenal, na Argentina, um novo atrito se fez. Durante o jogo, o veterano Lúcio, contratado para dar à equipe o perfil necessário na Copa Libertadores, foi substituído e não cumprimentou nem Ney Franco, nem colegas de equipe. Correu para o vestiário, e após o apito final foi o primeiro a entrar no ônibus, cerca de 30 minutos antes do elenco.

Lúcio não gostou nem da substituição, nem do resultado no Estádio Julio Grondona. O fato de não ter ficado no vestiário para ouvir o técnico e o capitão Rogério Ceni ao fim da partida é só mais um episódio que mostra a perda de comando.

Além da reação do defensor, os pontos que fazem com que a cada dia Ney Franco se distancie mais do grupo são as constantes mudanças de esquema e o modo de trabalho, que não agrada a todos. Líderes do grupo já mostraram insatisfação em outros momentos pela atuação discreta nos treinos e pela postura amena em momentos críticos.

Em Avellaneda, após a derrota, o diretor de futebol disse que não há qualquer possibilidade de troca no comando. O presidente Juvenal Juvêncio diz que ninguém se garante. Os discursos foram mantidos nesta sexta-feira, em São Paulo. O trauma pelas saídas de Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani, Adilson Batista e Emerson Leão são o que mais cansam e incomodam Juvêncio, a um ano do fim do terceiro mandato.

Como resultado, Ney Franco deve ficar. A diretoria não está satisfeita, assim como o técnico na autoavaliação, mas não quer passar novamente pelo processo que virou repetitivo entre 2010 e 2012. Juvenal, também, se vê exposto por tantos insucessos.

Caberá a Ney Franco, nas quase três semanas que tem até o dia 4 de abril, data do jogo contra o The Strongest (BOL), aparar as arestas com o elenco. De um jeito ou de outro, a diretoria não quer sacá-lo.


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Fonte: Lancepress






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