Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 09/01/2014
  • 23:00
  • Atualização: 23:05

Justiça extingue sete processos para anular perda de pontos da Portuguesa

Tribunais recusam ações por falta de ligação dos autores com o clube, rebaixado do Brasileiro no STJD

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  • Lancepress

A tentativa em massa de tentar, via Justiça comum, recolocar a Portuguesa na Série A do Brasileirão encontrou apenas retrocessos até aqui.. Levando em conta os 19 processos abertos desde terça-feira no Tribunal de Justiça de São Paulo, contra a CBF e/ou STJD, para invalidar a perda de quatro pontos, sete já foram extintos sem nem acontecer o julgamento do mérito.

Em outros três casos, juízes rejeitaram pedidos de decisão, em caráter liminar, a favor da Lusa. Os processos estão sendo abertos por advogados que não são ligados aos clubes e esse tem sido o principal problema. "A maioria já foi extinta sumariamente. Houve vários indeferimentos, porque não há legitimidade nos autores das ações" explicou o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes.

O dirigente ainda criticou a tentativa de fazer um "mutirão" de ações contra a entidade para tentar passar por cima da decisão da Justiça Desportiva. "Não chego a ver como tentativa desesperada, mas sim uma prática ilícita. Podem pagar até indenização por isso, como prevê a lei. É má fé e uma atitude antidemocrática. Querem dificultar a defesa. É o que chamamos de assédio judicial", relatou.

A CBF pretende entrar com uma ação contra o advogado Delmiro Goveia, de Mogi das Cruzes, em São Paulo, um dos que processaram a entidade. O processo de Delmiro acabou não sendo deferido pelo TJ-SP. "Vamos entrar com representação na OAB e buscar ações indenizatórias contra ele, porque saiu divulgando a ação na internet para que pudessem entrar com processos em diferentes lugares. A petição está sendo preparada", finalizou o diretor jurídico.

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