Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 21/01/2014
  • 08:58
  • Atualização: 08:59

Após queda de liminar pró-Flamengo, advogado não crê em retaliação da CBF

Luiz Paulo Pieruccetti Marques avalia que medida tomar

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  • Lancepress

Ao conseguir derrubar a liminar que devolvia quatro pontos ao Flamengo no Brasileirão, a CBF teve a primeira vitória na Justiça de São Paulo. Mas mesmo com a virada no jogo, o autor da ação que originou a primeira antecipação de tutela para beneficiar o clube carioca, o advogado Luiz Paulo Pieruccetti Marques, não entrega os pontos.

"Vou estudar um pouco para ver o próximo passo. Se vou tentar um agravo regimental ou tentar fazer com que o agravo de instrumento seja julgado mais rápido", contou.  O advogado ainda contestou a posição do desembargador que analisou o agravo de instrumento da CBF.

"Efetivamente, o desembargador não analisou o mérito, a argumentação que eu apresentei e os pontos que levaram o juiz de primeiro grau a dar a liminar. Deixou de lado as questões do Estatuto do Torcedor e falou só sobre a insegurança jurídica que a situação pode trazer ao Brasileiro", contestou.

Na visão de Luiz Paulo, a CBF e a Conmebol não teriam meios para uma retaliação a ele e ao Flamengo por causa da ação na Justiça Comum. "Não vejo onde a CBF pode me retaliar. Ela não pode me atingir. Da mesma forma, não vejo como o o processo pode afetar o Flamengo. Estou fazendo um exercício individual do meu direito. Não é o clube que move a ação. Torcedores do Corinthians também entraram com ação e assistiram ao jogo quando teve portão fechado depois de Oruro", contestou.

O advogado ainda diz que um cenário, ainda que improvável, de acordo entre Portuguesa e CBF não o tiraria da batalha judicial para impedir o cumprimento da decisão do STJD. "Um possível acordo também não muda nada. O prejuízo ao Flamengo, por consequência, o constrangimento, permanece, independentemente do que a Portuguesa vá acordar", finalizou.


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