Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 29/01/2014
  • 07:35
  • Atualização: 07:43

Contratação de Julio Cesar não foi concretizada por um detalhe

Goleiro só não será o camisa 1 do Grêmio na Libertadores porque o clube não aceitou o empréstimo por apenas oito meses

Julio César não virá para o Grêmio por conta do período de empréstimo | Foto: Bruno Spada / VIPCOMM / CP

Julio César não virá para o Grêmio por conta do período de empréstimo | Foto: Bruno Spada / VIPCOMM / CP

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  • William Lampert / Correio do Povo

O goleiro da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo quase virou o camisa 1 do Grêmio na Libertadores. Financeiramente, a negociação para ter Julio Cesar era completamente viável. No entanto, a tratativa esbarrou no tempo de empréstimo, de oito meses, além do clube ter que convencer Marcelo Grohe a permanecer como reserva ou ir ao mercado atrás de outro titular depois deste período.

A situação começou quando o atleta foi oferecido por empresários. Com um alto salário, um dos maiores do futebol inglês, especialmente na sua posição, o Grêmio considerava a negociação incogitável pelo atual momento financeiro. Ao questionar a fórmula para repatriar o brasileiro, porém, o clube viu que os valores eram dentro da realidade. No entanto, o empecilho era o tempo do empréstimo.

Julio Cesar viria até o fim de agosto, após o término da Libertadores. Mas, com a sua chegada, provavelmente o Grêmio teria que se desfazer de Marcelo Grohe. Arrumaria um problema para o segundo semestre: encontrar outro goleiro titular. Seria muito difícil bancar a permanência definitiva do titular da Seleção Brasileira em Porto Alegre. Também seria complicado convencer o atual camisa 1 a permanecer por mais alguns meses no banco de reservas.

Julio Cesar viria apenas por 20% dos seus salários, que é de 280 mil libras, cerca de R$ 1,1 milhão. O Grêmio pagaria menos do que gastava com Dida até dezembro. O resto seguiria sendo bancado pelo Queens Park Rangers. O tempo de empréstimo, uma situação praticamente imutável, é que brecou a negociação. A direção foi taxativa sobre o assunto. “Não tem nenhuma chance”, destacou Rui Costa.

O clube procura um reserva mais rodado. “O Busatto é um grande goleiro, mas nunca participou de uma competição como a Libertadores. Precisamos de alguém mais experimentado, não necessariamente velho, que já tenha tido experiência em competições com essa responsabilidade”, completou o dirigente.

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