Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 31/01/2014
  • 09:49
  • Atualização: 09:56

CBF pede auxílio à Fifa e repete estratégia que resultou na Copa JH

Entidade ficou dividida entre determinações de Zurique e da Justiça comum

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  • Agência Lance

A decisão da CBF de pedir auxílio à Fifa para lidar com as ações da Justiça comum, que tentam invalidar punições aplicadas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a Portuguesa e Flamengo, ameaça jogar o futebol brasileiro no nó jurídico-esportivo que provocou a criação da Copa João Havelange em 2000.

Naquele ano, o Gama lutava na Justiça comum contra o rebaixamento definido também no STJD, que deu pontos ao Botafogo no caso Sandro Hiroshi. A CBF, para pressionar o time candango a retirar as ações, foi à Fifa, que acabou proibindo a entidade nacional de realizar o Brasileiro com o clube. Como havia decisão da Justiça determinando o contrário, e o Gama não recuou, a CBF ficou de mãos atadas e delegou ao Clube dos 13 a organização.

Além de pedir auxílio, a CBF explica à Fifa, em resposta ao pedido de informações vindo de Zurique, o motivo de não ter punido Portuguesa e Flamengo pelos processos, como indicado pela entidade máxima do futebol mundial em carta enviada em 16 de janeiro. A Fifa chegou a citar o artigo 68 de seu Estatuto, que veta o ingresso na Justiça comum e dá aval às associações para aplicação de sanções.

Por isso, a CBF relata que os clubes não são os autores das ações, mas ressalta que algumas delas foram instigadas por eles. E é aí que vem o pedido de auxílio. Atualmente, a CBF tenta derrubar três liminares na Justiça de São Paulo que invalidam a decisão do STJD. Por outro lado, há duas no Rio que determinam o contrário.


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