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04/02/2014 08:02 - Atualizado em 04/02/2014 08:30

Inter deve manter o fim da concentração ao longo de 2014

Projeto que apela para o profissionalismo dos jogadores foi trazido por Abel Braga ao Colorado

Técnico ordenou o fim do regime de concentração na véspera de partidas do Inter em casa<br /><b>Crédito: </b> Internacional / CP
Técnico ordenou o fim do regime de concentração na véspera de partidas do Inter em casa
Crédito: Internacional / CP
Técnico ordenou o fim do regime de concentração na véspera de partidas do Inter em casa
Crédito: Internacional / CP

 A lógica é simples: convivendo mais tempo em casa, os jogadores ficam menos estressados. E menos estressados, rendem mais em campo. Por isso, Abel Braga ordenou o fim do regime de concentração na véspera de partidas do Inter em casa.

A medida não tem caráter provisório nem está sendo testada. Será mantida pelo menos até o final do ano, quando se encerra não só o contrato do técnico como a gestão do presidente Giovanni Luigi. A ideia foi trazida, aliás, pelo próprio treinador, que manifestou aos dirigentes logo em seus primeiros contatos.

A medida foi estreada na última rodada do Campeonato Gaúcho. Depois do treino de sábado, ao invés de os jogadores irem para um hotel aguardar o horário da partida contra o Cruzeiro, todos foram para suas casas. A reapresentação foi marcada para o dia seguinte - domingo -, antes do almoço. O grupo fez a refeição junto e seguiu para o Estádio do Vale, onde venceu o Cruzeiro por 4 a 1.

Para funcionar, porém, o projeto precisa necessariamente que os jogadores demonstrem na prática o senso profissional que normalmente têm nos discursos. Não só descansando nas horas que antecedem as partidas. Também é preciso manter uma rotina alimentar adequada e equilibrada. Para isso, os atletas já recebem orientação das nutricionistas do clube.

“Ano passado, eles (jogadores) ficaram mais de 160 dias concentrados. E os resultados falam por si”, observa o diretor de futebol, Roberto Melo, que prossegue: “No futebol de hoje em dia, atitudes não profissionais não são mais toleradas. Dentro ou fora de um hotel, eles (jogadores) têm que cuidar do próprio corpo”.

“Eles (os jogadores) adoraram a ideia. Eles não gostam de concentrar, pois é um tempo de ócio, de tédio, que eles não têm o que fazer. É um tempo improdutivo”, finaliza.


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Fonte: Fabrício Falkowski / Correio do Povo






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