Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 14/02/2014
  • 11:57
  • Atualização: 12:01

Tribunal ainda espera documento da Conmebol para julgar racismo a Tinga

Árbitro venezuelano não relatou ofensas na súmula

Time peruano pode ser punido por ofensas a Tinga | Foto: Cris Bouroncle / AFP / CP

Time peruano pode ser punido por ofensas a Tinga | Foto: Cris Bouroncle / AFP / CP

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  • Lancepress

O Tribunal Disciplinar da Conmebol ainda aguarda a documentação da entidade referente ao jogo entre Real Garcilaso e Cruzeiro, pela Libertadores, para iniciar os trâmites do julgamento do caso de racismo contra o volante Tinga. Vice-presidente do Tribunal e encarregado de dirigir o processo, o uruguaio Adrián Leiza explicou que ainda não tem como prever quando o será pontapé da avaliação. “Ainda não tive acesso ao expediente. Isso não depende de nós. É um relatório da Unidade Disciplinar, um documento que a Conmebol envia ao Tribunal “, afirmou Leiza.

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Leiza vai tomar o posto do brasileiro Caio Rocha nesse caso porque há um clube do mesmo país envolvido. A expectativa é que o Tribunal resolva o caso em até duas semanas. A sessão acontece por teleconferência, já que é complicado realizar encontros recorrentes na sede da Conmebol, no Paraguai.

Pelo Código Disciplinar da Conmebol, o racismo pode acarretar até desclassificação da competição. Mas, por esse ser o primeiro caso desde a implantação da corte, em dezembro de 2012, o Real Garcilaso, além de levar multa, deve receber a pena de ter que atuar com portões fechados na Libertadores.

Árbitro não relata racismo contra Tinga na súmula e pode ser punido


O árbitro venezuelano José Argote não relatou na súmula as manifestações racistas por parte da torcida peruana do Real Garcilaso contra o volante Tinga. Apesar da falta de informação por parte da arbitragem, a aplicação de sanção pelo ocorrido não deve ficar prejudicada.

“Não houve relato. Mas isso não impede o julgamento, porque há um vídeo claro do que aconteceu e o Tribunal pode usar”, afirmou o Caio Rocha, presidente do Tribunal Disciplinar da Conmebol, que, por ser brasileiro, não poderá participar do julgamento envolvendo a Raposa.

O próprio árbitro pode se dar mal por não ter escrito na súmula o que ocorreu na arquibancada, segundo Caio. Mas o trâmite na esfera sul-americana é diferente do que ocorre no STJD brasileiro.

“Pode ser punido, mas não como aqui. O Código Disciplinar não estabelece punições para o árbitro para estes casos, por considerar que isso é parte do aspecto técnico e não disciplinar. Quem avalia o aspecto técnico é a Comissão de Arbitragem da Conmebol, que pode suspender o arbitro se entender que ele falhou”,explicou o brasileiro.

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