Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 19/02/2014
  • 12:31
  • Atualização: 12:32

Governo buscará R$ 20 milhões na iniciativa privada para Copa

Executivo encaminhará quinta um projeto de lei à Assembleia Legislativa permitindo as operações

Secretário estadual João Motta, anunciou que o governo buscará captar R$ 20 milhões com a iniciativa privada | Foto: Gustavo Gargioni / Especial / Palácio Piratini / CP

Secretário estadual João Motta, anunciou que o governo buscará captar R$ 20 milhões com a iniciativa privada | Foto: Gustavo Gargioni / Especial / Palácio Piratini / CP

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  • Mauren Xavier / Correio do Povo

Em meio à polêmica envolvendo a instalação das estruturas temporárias para a Copa do Mundo no entorno do estádio Beira-Rio, o secretário estadual de Planejamento, João Motta, anunciou nesta quarta que o governo buscará captar R$ 20 milhões com a iniciativa privada. Para viabilizar os recursos, o Executivo encaminhará quinta um projeto de lei à Assembleia Legislativa permitindo as operações, que terão características diferenciadas em função do pouco tempo para garantir os recursos. 

A ideia é focar nas empresas que já estão ligadas de alguma maneira com o evento esportivo internacional. O secretário destacou que a será feito um verdadeiro mutirão para os contatos com as empresas. A expectativa é de que o governador Tarso Genro entregue um relatório detalhado sobre as estruturas temporárias, os seus custos e possíveis financiamentos à presidente Dilma Rousseff, antes da visita ao estádio Beira-Rio. Caso a ação não apresente os resultados esperados, o governo poderá fazer empréstimos.

A importância do aval da Assembleia é porque a captação não terá um modelo único, mas se dará de acordo com as propostas das empresas. Ele citou o caso de São Paulo, em que o estádio do Itaquerão, do Corinthians, firmou contrato com a empresa Ambev, para custear o valor das estruturas temporárias. Em contrapartida, a empresa poderá explorar o espaço publicitário do estádio após a Copa. Motta também ressaltou que não está descartada a concessão de incentivos fiscais. “O único ponto que não será abordado, por determinação do governador, é deslocar recursos que já estão definidos no Orçamento do Estado deste ano”, enfatizou.

O secretário explicou haver divergências sobre os valores que serão realmente necessários para viabilizar as instalações temporárias. Inicialmente os custos totais estavam estimados em cerca de R$ 40 milhões. Atualmente, o governo do Estado trabalha com uma margem entre R$ 20 e R$ 30 milhões.

Motta citou, por exemplo, que poderá ser abatido da planilha de gastos a necessidade do aluguel de portas de segurança. Como o preço de locação é muito alto, o governo estuda em antecipar a compra dos equipamentos, uma vez que existe em andamento uma licitação pela Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). Assim, o valor não entraria na contabilidade das estruturas temporárias. 

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