Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 19/02/2014
  • 12:47
  • Atualização: 12:48

Advogado da CBF diz que MP “não tem o que fazer” e prevê sanção da CBF à Lusa

Carlos Aidar é candidato à presidência do São Paulo e dono do escritório contratado pela entidade

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  • Lancepress

Candidato à presidência do São Paulo no pleito que será realizado em abril deste ano, Carlos Miguel Aidar é dono do escritório contratado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para se defender dos processos judiciais contra o rebaixamento da Portuguesa. O advogado não vê legitimidade nos pedidos de torcedores, entidades de classe e do Ministério Público, representado por Roberto Senise Lisboa – que, segundo ele, "não tem o que fazer" –, e prevê sanções à Lusa caso o clube decida entrar na Justiça Comum.

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“Nós temos duas testes claras. A primeira é a de que torcedor nenhum, entidade de classe nenhuma e Ministério Público nenhum têm o direito de fazer isso. A única pessoa jurídica que pode legitimamente fazer isso é a Portuguesa”, disse Aidar referindo-se aos pedidos de liminares para a devolução dos pontos tirados da Lusa no STJD, o que acarretou no rebaixamento do clube. Até agora, nenhuma dessas liminares partiu do clube do Canindé.

“A segunda é a convivência harmônica do Estatuto do Torcedor e do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. São regras que convivem harmoniosamente. É muito fácil entender isso. Então, a gente fica, como advogado, bastante feliz por estar agradando ao cliente”, completou.

Aidar refere-se à decisão do juiz Fabio Junqueira, da 43ª Vara Cível de São Paulo, que negou o pedido de liminar do Ministério Público do Consumidor de São Paulo para devolver os pontos à Lusa. O promotor Roberto Senise, representante do órgão, promete recorrer, o que não parece preocupar o advogado que representa a CBF. “O Senise não tem o que fazer”, disparou.

Na noite de terça-feira, o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) da Portuguesa se reuniu e decidiu que o clube vai entrar na Justiça Comum para tentar evitar o rebaixamento. Na opinião de Aidar, "o clube pode até obter êxito", mas deve se preparar para ser punido pela CBF. “Tenho quase certeza que vai haver uma sanção pesada”, declarou, sem entrar em maiores detalhes.

Confiante em sua eleição ao cargo de presidente do São Paulo, no entanto, Aidar já avisou que não vai atuar em um possível processo que oponha CBF e Portuguesa. “Não vou advogar nesse caso. É uma questão de foro íntimo, pessoal. Vou ser presidente do São Paulo em abril e não quero advogar contra clube nenhum, não importa de qual divisão”, explicou.

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