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13/03/2014 08:31 - Atualizado em 13/03/2014 08:34

Esportivo será julgado à tarde por racismo

Caso envolvendo árbitro Márcio Chagas pode até excluir time da Serra do Gauchão

Caso envolvendo árbitro Márcio Chagas pode até excluir time da Serra do Gauchão<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer / CP Memória
Caso envolvendo árbitro Márcio Chagas pode até excluir time da Serra do Gauchão
Crédito: Mauro Schaefer / CP Memória
Caso envolvendo árbitro Márcio Chagas pode até excluir time da Serra do Gauchão
Crédito: Mauro Schaefer / CP Memória

O futebol gaúcho sai do gramado e vai para o tribunal. Nesta quinta-feira, a partir das 17h30min, o caso de racismo envolvendo o árbitro Márcio Chagas da Silva na Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, no jogo entre Esportivo e Veranópolis, será julgado no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Gaúcha.

Caberá à Comissão Disciplinar, composta por cinco auditores, analisar e votar a denúncia da procuradoria contra o Esportivo. O quórum mínimo será de quatro auditores, já que o presidente da comissão está em viagem e não se fará presente.

Primeiramente, haverá o relato de todo o processo por parte do relator. Em seguida, o procurador Alberto Lopes Franco, autor da denúncia, é quem terá a palavra. Por último, é a vez de a defesa apresentar seus argumentos antes que seja iniciada a votação por parte dos auditores.

O árbitro Márcio Chagas da Silva foi convocado para prestar esclarecimentos. Os dois assistentes que trabalharam com ele na partida estarão presentes como testemunhas. Márcio Chagas poderá ser questionado por qualquer uma das partes envolvidas no processo. Mas há um momento certo para isso: antes da defesa ou da procuradoria. “Por ser um julgamento de alta relevância, não temos uma previsão de tempo de duração”, disse o secretário do TJD, César Cabral. Cogita-se que o julgamento possa durar até três horas.

O que pode acontecer com o Esportivo

• Denunciado pelos atos racistas contra o árbitro Márcio Chagas da Silva, o Esportivo está incluído no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O mesmo fala em praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. No caso do Esportivo, a pena pode ser suspensão pelo prazo de 120 a 360 dias, além de multa de R$ 100 a R$ 100 mil.

• A pena de multa prevista no artigo, de acordo com o parágrafo 2°, poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórias nele tipificados. E os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de 720 dias.

• O parágrafo 3° diz que quando a infração for considerada de extrema gravidade, o órgão judicante poderá aplicar as penas dos incisos V, VII e XI do artigo 170, que são: perda de pontos (V), perda de mando de campo (VII) e exclusão do campeonato (XI).

• A defesa do Esportivo tentará a absolvição do clube. Dois torcedores que insultaram Márcio Chagas da Silva dentro do estádio teriam sido identificados, com os nomes sendo repassados à Polícia. O clube acredita que isso pode atenuar a punição, mas também teme que a repercussão do fato possa lhe prejudicar.

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Fonte: Rafael Peruzzo / Correio do Povo






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