Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 16/03/2014
  • 17:33
  • Atualização: 17:44

Fifa quase dobra salários de funcionários no ano da Copa

Entidade aumentou número de empregados em 30%

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  • AE

Nos anos em que o Brasil se preparou para organizar a Copa do Mundo de 2014 e enquanto o planeta sofre com grande crise financeira, a Fifa registrou um salto recorde no pagamento de salários e no número de funcionários trabalhando em Zurique. Entre 2008 e 2012, último ano com registros oficiais das contas da entidade, os salários pagos aos cartolas do futebol quase dobraram. O organismo também cresceu e aumentou o número de empregados em 30% nesse período.

A Copa no Brasil vai entrar para a história como o evento mais rentável dos mais de 100 anos da Fifa. Pela primeira vez, o Mundial vai gerar uma renda superior a 4 bilhões de dólares graças a contratos com patrocinadores e à venda de direitos de televisão.

O que mais chamou a atenção de pessoas envolvidas nas negociações é que o incremento dos lucros aconteceu mesmo diante da crise mundial. Em 2008, o banco Lehman Brothers nos Estados Unidos quebrou e quase levou o mundo a uma falência. Desde então, países ricos viram o desemprego explodir e ainda não se recuperam do tombo de 2008 e 2009.

Mas as contas da Fifa desafiam toda a lógica econômica. Nesta semana, o Comitê Executivo da Fifa vai receber as contas relativas à 2013 e fontes em Zurique garantem que os números são "muito positivos". Em 2008, por exemplo, os 315 funcionários da Fifa recebiam o equivalente a 42 milhões de dólares em salários. Contando os gastos trabalhistas, a entidade gastou 52 milhões de dólares naquele ano com seus funcionários.

Já em 2012, os números oficiais e publicados indicam que os salários chegaram a 70 milhões de dólares e, somando os encargos trabalhistas, o valor total superou a marca de 90 milhões de dólares. Neste período, 100 novos funcionários foram contratados, um aumento de 30% no número de empregados.

Mas os gastos com os 24 membros do Comitê Executivo da Fifa, entre eles o salário do presidente, também aumentou em uma proporção bem superior. Entre 2008 e 2012, os salários a esses cartolas tiveram uma inflação de 81%, totalizando 33,5 milhões de dóalres. Joseph Blatter e Jérôme Valcke não divulgam os seus ganhos na entidade.

Em dez anos, a Fifa triplicou o pagamento de salários e encargos com funcionários, passando de 28 milhões de dólares em 2003 para mais de 90 milhões de dólares em 2012.

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