Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 26/03/2014
  • 11:02
  • Atualização: 11:18

Inter e MP têm versões opostas sobre obrigações com Fifa

Órgão pretende esclarecer se instalação das estruturas está prevista nas cláusulas da reforma do Beira-Rio

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  • Correio do Povo

Uma divergência jurídica coloca em lados opostos o Ministério Público (MP) e o Inter. Para os dirigentes colorados, não há qualquer documento que comprove a obrigação do clube de pagar pelas estruturas temporárias. “O contrato com a Fifa não estabelece que o clube seja responsável”, defendeu o presidente Giovanni Luigi.

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A opinião é diametralmente oposta a do promotor Nilson Rodrigues de Oliveira Filho. “O Inter assinou um termo no qual se compromete com a Fifa a fazer estes investimentos. Não há dúvida sobre isso”.

O detalhe é importante — apesar da aprovação nessa terça--feira do projeto de lei que dará incentivos fiscais para as empresas que investirem nas temporárias —, pois o MP já tem ajuizada uma ação contra a Fifa que tramita na Justiça Federal. O objetivo é obrigá-la a devolver aos cofres públicos o dinheiro gasto nas estruturas temporárias, mesmo aquele que tiver origem na lei de incentivo.

Ou seja, as empresas podem arcar com os investimentos agora, mas a Fifa pode ser obrigada a ressarcir o governo no futuro. Então, pode voltar-se contra o Inter para tentar diminuir o seu prejuízo. A estimativa é que ação tramite por cerca de dois anos na Justiça.

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