Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 30/03/2014
  • 08:45
  • Atualização: 08:54

Larry vê Gre-Nal parelho e confia em D’Ale como diferencial

Ídolo do Inter lembrou de clássicos marcantes contra Grêmio

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  • Cristiano Munari / Correio do Povo

Neste domingo, às 16h, Grêmio e Inter entram em campo na Arena para o primeiro jogo da final do Campeonato Gaúcho. O confronto será o de número 400 entre os dois clubes. O Correio do Povo conversou com um dos principais personagens da história do clássico, Larry Pinto de Faria, que marcou quatro gols na vitória colorada de 6 a 2 no primeiro clássico do estádio Olímpico. Para a decisão, ele vê os dois times em momentos parecidos e prevê um confronto equilibrado.

“Tanto Grêmio quanto Inter apresentam defeitos. O Inter tem problemas, o Grêmio me parece um pouco vulnerável. As duas equipes têm deficiências. É um jogo imprevisível. Não se pode dizer antecipadamente quem é o melhor. Quem vai ganhar. Uma série de fatores influência. Já joguei com reservas e ganhamos. Outra vez com time completo, o Grêmio com problemas e perdemos. Sempre é muito difícil de projetar quanto ao resultado. Acho que as duas equipes são parelhas. Não estão em grande momento. Em alguns jogos ambos demonstram defeitos de movimentação”, declarou Larry que espera um jogo fechado no domingo.

Natural de Novo Friburgo, no Rio de Janeiro, Larry mora em Porto Alegre desde que veio atuar no Inter, em 1954. Os sete anos como jogador do clube o tornaram colorado. Ele não arrisca um palpite para domingo.  “Palpite em Gre-Nal sempre é difícil. Espero que seja um bom jogo. Eu, como colorado, quero que o Inter ganhe. O D’Alessandro é o jogador mais técnico do Inter. É o mais significativo do time. Ele tem uma técnica muito boa, é de primeira categoria. E é um jogador de aproximação, tem um chute razoável. É o grande jogador do Inter, o que mais me agrada”, analisou.

Aos 81 anos, Larry Pinto de Faria lembra de cada detalhe do Gre-Nal que o consagrou. Recorda que semanas antes dos 6 a 2 no Olímpico, Grêmio e Inter se enfrentaram na antiga Montanha pelo Campeonato Citadino. Na ocasião, marcou dois gols na goleada colorada de 4 a 0. O bom desempenho diante do rival lhe rendia algumas pancadas dos adversários, o que ele recorda com bom humor. “Foi um grande momento meu contra o Grêmio. Tinha um treinador que mandava (bater)”, conta rindo. “’Marca ele, chega junto’. Sofri muito, o futebol era mais duro. Por incrível que pareça, o jogador que mais bateu em mim foi o Airton que tecnicamente era extraordinário. Todo jogador que se destaca, o treinador adversário orienta para não deixar jogar. Isso acontece com o D’Alessandro hoje, ele entra em campo e com 20 minutos já levou umas três cacetadas”.

O jogo decisivo do Gauchão deste ano ainda não tem local definido. Com mando de campo. O Inter ainda não tem a certeza de que mandará a partida no Beira-Rio. Consagrado por estragar a festa do rival na inauguração do Olímpico, Larry não acredita que jogadores colorados possam entrar em campo pressionados em caso da partida ser no Beira-Rio pelo medo de ver o Grêmio levar a taça no novo estádio. Para ex-atacante, esse tipo de pensamento fica mais com torcida e imprensa.

“Nem Grêmio nem Inter tem esse receio de perder. Tem uma certa precaução. De perder não. O jogador compreende que se ele for bem em um grande jogo, acaba sendo valorizado e isso é muito importante. O receio é formado muito mais pela opinião pública que cria a situação. Um jogador em campo. Se ele estiver perdendo, ataca para empatar ou ganhar. Ele se compromete com a vitória no Gre-Nal. Esse pensamento vem de fora”, completou.

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