Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 03/04/2014
  • 13:34
  • Atualização: 14:08

Reunião no MTE não define retorno das obras na Arena Corinthians

Liberação das obras dependerá da empresa, que terá de cumprir as normas de segurança pedidas

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  • Lancepress

Representantes da empresa Fast Engenharia, responsável pelas arquibancadas móveis da Arena Corinthians, e da Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) se reuniram na manhã desta quinta-feira em São Paulo para tentar uma solução para a retomada das obras nos lados sul e norte do estádio em Itaquera.

A reunião, porém, foi apenas o primeiro passo para a liberação da obra nas provisórias, que segue interditada e não tem uma data certa para ser liberada. De acordo com Luiz Antônio de Medeiros, superintendente do MTE, haverá uma visita de técnicos ao estádio na tarde desta quinta-feira e, mediante a essa visita, somada às melhorias no processo de segurança prometidas pela Fast, as obras poderão ser retomadas.

“A reunião foi positiva, demos um bom avanço. A empresa se comprometeu a incrementar todas as normas de seguranças, que são: colocar os guarda-corpos que ficam no limite do prédio, aumentar a quantidade de cordas de segurança longitudinais, além de colocar um técnico de segurança em cada andar que está sendo construído”, afirmou o superientende.

“Terá de haver uma incrementação de segurança coletiva, inclusive com a colocação de torres móveis, com bandeja de segurança em toda a obra. Não há um prazo para a liberação, mas esperamos que seja o quanto antes”, completou Medeiros.

Pela Fast Engenharia, quem falou foi David Rechulski. O advogado da empresa negou qualquer tipo de negligência da empresa em relação à morte de Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, que caiu de uma altura de oito metros no último sábado, quando trabalhava na arquibancada móvel do lado sul.

“Obviamente, a morte é lamentável, mas a empresa não se sente responsável por ter falhado na segurança anteriormente. O que haverá ser um incremento de segurança. É como uma avenida que você pode andar a 40km/h e resolvem que deve ser mudada para 30km/h. Não é que você não estava tomando cuidado anteriormente, mas você passará a tomar mais cuidado depois disso”, afirmou.

“Medidas de incremento de segurança exigidas pela lei, de proteção coletiva, isso a empresa entendia que existia, tanto que foram colocadas 550 espaços para cadeira, faltavam apenas oito quando houve o acidente. Esse incremento que existirão em outros patamares em questão de segurança”, completou.

O advogado da Fast prometeu que a empresa fará "todos os esforços para que não se tenha um atraso", mas assumiu que "pela nova situação que se estabeleceu haverá algum atraso no cronograma, queremos uma solução que não traga tanto impacto".

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