Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 06/04/2014
  • 12:53
  • Atualização: 13:09

D’Ale comemora volta para casa: “Beira-Rio fez muita falta para todos nós”

Argentino falou sobre passado, presente e futuro no Inter em entrevista ao Correio do Povo

D´Ale ressalta expectativa por volta ao Beira-Rio | Foto: Mauro Schaefer

D´Ale ressalta expectativa por volta ao Beira-Rio | Foto: Mauro Schaefer

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  • Fabrício Falkowski / Correio do Povo

A competitividade de D’Alessandro é gigante. Ele não aceita perder, nem em entrevistas. Quando o repórter fez a pergunta e enumerou seus títulos no Inter, o argentino interrompeu e fez as contas em voz alta: “Sul-Americana, Recopa, Libertadores, quatro Gauchões... Está faltando a Copa Suruga! Então, são oito títulos oficiais”. Este é D’Alessandro, líder deste Inter que reinaugurará o Beira-Rio neste domingo diante do Peñarol.

Confira a entrevista com o capitão colorada D’Alessandro

Identificação com o Inter

“Foi se criando... O Inter tem a mesma cor que o River Plate e isso faz com que a gente faça uma conexão. Mas a identificação vai sendo criada pelo tempo, pelo trabalho, pelo jeito que tratamos o torcedor, pois ele vê tudo. O torcedor vê o jogador dentro e fora do campo. Há um carinho mútuo entre o torcedor e eu. Já são quase seis anos no Inter.”

Experiência
“Quando cheguei ao Inter, tinha um outro comportamento no campo. Não sabia o que ia encontrar nos jogos, no trato com a imprensa, com a torcida, com os adversários. Criei uma proteção. Não conhecia as coisas e sentia que precisava me proteger. Foi um período de adaptação ao futebol brasileiro, que já passou.”

Abel Braga
“Já conhecia a história dele no Inter. Sabia que representava muito para o clube e eu precisava respeitá-lo por isso. Sempre o cumprimentei, apesar de não conhecê-lo tão bem. Então, o respeito só aumentou depois que passamos a conviver.”

Títulos nacionais

“Ninguém prevê o futuro, mas o planejamento foi pensado para a conquista dos títulos. Mas a nossa cabeça tem de mudar. Temos de fazer as coisas acontecerem. Temos de colocar na cabeça que o Inter precisa de um título nacional, precisa de um brasileiro ou de uma Copa do Brasil. Já tivemos perto em 2009 e provamos que não é impossível. Quem manda no futebol é o resultado.”

Maior alegria no Inter
“Sem dúvida, a conquista da Libertadores, que era um sonho de menino. Vivemos outros momentos importantes e bonitos no clube, mas esta era uma meta que a gente tinha a cumprir.”

Maior tristeza no Inter

“O Mundial. A gente tinha que chegar à final, pelo menos. E não conseguimos. No futebol, o resultado é que vale. Merecer ou não, fica em segundo plano. Tínhamos um planejamento, um objetivo. E não faltou humildade como falaram. Erramos uns dois ou três gols na cara do goleiro (contra o Mazembe, na semifinal). Aquele foi o tipo de jogo que você vai jogar dez vezes e perder uma. Infelizmente, perdemos o que não poderíamos perder.”

Futuro
“Se eu, um dia, não tiver ambição para jogar futebol, fico em casa. Quero continuar ganhando, conquistando coisas. Mas o tempo passa. Daqui a 15 dias, completo 33 anos, o que não é fácil para um atleta. Quando a gente passa dos 30, já chamam de velho, mas estou feliz porque com 32, fiz um dos melhores anos da minha carreira. Sinto que eu tenho muito a dar para o futebol ainda.”

Contrato com Inter (acaba em 2015)
“Hoje não sei. Estamos no mês de abril e tem a Copa pela frente. Ainda não falamos sobre renovação, mas tenho contrato e quero cumpri-lo. Voltar para a Argentina ainda é uma coisa que está na minha cabeça, pois acho que seria bom retribuir um pouco para o clube que me revelou (River Plate). Não dá para pensar em voltar para a Argentina para melhorar economicamente, mas para ficar mais perto da família, dos amigos.”

Copa do Mundo
“Vou assistir pela TV. Não sei se vou ir ao Beira-Rio para assistir à Argentina jogar. Depende do planejamento do Inter, das folgas que vamos ter. Em primeiro lugar, o que penso é em descansar. Admito que dói um pouco ver a Argentina jogar aqui. Sei que poderia estar em campo. Dói, mas faz parte. Não será a primeira vez. Já aconteceu em 2006 e 2010 e estive mais perto desses mundiais que de 2014.”

Beira-Rio
“Todos sentimos a ausência do Beira-Rio desde 2012, quando começou a obra. Mas 2013 foi pior, quando tivemos de jogar fora sempre. Jogar em casa não é a mesma coisa que jogar fora. Foi difícil, mas também não podemos usar a falta do Beira-Rio para a nossa campanha ruim em 2013. É um fato importante dentro do contexto, mas não podemos usar como desculpa.”

Porto Alegre

“Há uma chance de eu morar aqui quando a carreira acabar. A vida aqui é boa para minha família e tem essa coisa que se criou com o Inter, que vai continuar existindo. A chance está aí, embora eu saiba o que acontecerá.”

 
Fotos da festa






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