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14/04/2014 17:48 - Atualizado em 14/04/2014 17:51

Márcio Chagas pensa em abandonar arbitragem

Caso de racismo pode motivar árbitro a tomar decisão

 Márcio Chagas analise possibilidade de deixar o futebol<br /><b>Crédito: </b>  Mauro Schaefer / CP Memória
Márcio Chagas analise possibilidade de deixar o futebol
Crédito: Mauro Schaefer / CP Memória
Márcio Chagas analise possibilidade de deixar o futebol
Crédito: Mauro Schaefer / CP Memória

O episódio no qual foi vítima de racismo durante a partida entre Esportivo e Veranópolis pelo Campeonato Gaúcho ainda incomoda Márcio Chagas. O árbitro cogita até mesmo encerrar a carreira como juiz de futebol devido aos acontecimentos no estádio Montanha dos Vinhedos no dia 5 de março. Nesta segunda-feira, Chagas disse que a tendência é de que siga apitando, mas admitiu possibilidade de largar o apito.

“A tendência é essa (que permaneça), mas não está descartada a possibilidade de mudança. Ainda não define o que fazer. Nesta semana terei uma pausa. Esse mês me sugou muita energia, ainda não sei qual será meu rumo, se vou continuar na arbitragem ou encerrar. Vou decidir juntamente com a minha família, analisar pontos positivos e negativos para avaliar se ainda vale a pena”, declarou Márcio Chagas à Rádio Guaíba.

Márcio Chagas ficou descontente com a postura do advogado do clube de Bento Gonçalves que questionou a validade das denúncias no julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) na última sexta-feira. “Infelizmente, deu para perceber o quanto estamos vulneráveis nos nossos estádios. O TJD no segundo julgamento deu a sentença mais correta, que já deveria ter ocorrido no primeiro. O advogado do Esportivo alegou que eu havia forjado provas para me promover. Eu fui agredido, sofri um crime e ainda se levantou duvidas sobre os meus relatos. Isso me deixou muito chateado”, afirmou.

No julgamento no TJD, o Esportivo foi condenado à perda nove pontos na tabela do Gauchão, o que acarretou o rebaixamento do clube para a segunda divisão do Estado. Também foi estabelecida multa de R$ 30 mil pelos atos perpetuados pela torcida contra Márcio Chagas. Com a decisão, o Passo Fundo retomou um lugar na divisão principal do campeonato.

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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