Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 25/04/2014
  • 18:57
  • Atualização: 18:59

Valcke adota estilo paz e amor e quer até beber caipirinha na Copa

Após protagonizar episódios de agressões verbais ao Brasil, secretário-geral da FIFA assumiu defesa do país

Valcke defendeu preparação do Brasil para Mundial | Foto: Nelsol Almeida / AFP / CP

Valcke defendeu preparação do Brasil para Mundial | Foto: Nelsol Almeida / AFP / CP

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  • Lancepress

Após a reunião que classificou ser a última da diretoria do Comitê Organizador Local (COL), o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, mudou de lado e, após atacar verbalmente a preparação brasileira durante a Copa do Mundo, se mostrou árduo defensor do País. Empolgado, chegou a dizer que brindará o início da competição com caipirinha e o sucesso do Mundial com espumante.

A primeira defesa de Valcke ao Brasil foi após uma pergunta sobre a afirmação do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, de que todo o acordado com a Fifa será entregue e o País fará um grande mundial. Valcke saiu em defesa do político e afirmou que suas palavras eram verdadeiras e ratificadas pela Fifa.

“Há atraso, mas o que ele (ministro do Esporte) disse é verdade. Tudo o que pedimos e foi acordado para fazer a Copa está aí. Alguns atrasos estão complicando, mas posso confirmar o que disse o ministro. A Copa será organizada com as melhores condições para as seleções e todos os problemas serão esquecidos quando ela começar, falou Valcke, após a reunião na sede do COL, instalado no Centro de Convenções Riocentro, no Rio de Janeiro.

Ao falar sobre como se sentia na reta final de preparação para a Copa, Valcke voltou a exaltar o Brasil. E disse que está ansioso pelo início do Mundial, onde o sucesso será blindado com espumante ao seu término.

“A 48 dias do início do Mundial estou muito contente e tudo estará pronto. Sei que teremos problemas também na Rússia (sede de 2018) e no Catar (sede de 2022), por outras razões diferentes do Brasil. Trabalhamos juntos e no dia da abertura, Aldo e eu estaremos tomando uma caipirinha e pensando: quanto trabalho foi realizado. E, no fim do Mundial, tomando uma espumante e pensando: que bela Copa”,ressaltou Valcke.

Os episódios recentes de violência em uma das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em uma favela de Copacabana, na Zona Sul do Rio, não atrapalharão a Copa. Após uma pergunta de jornalista estrangeiro, o secretário-geral da Fifa destacou que os episódios ganharam uma dimensão maior do que deviam e eles não preocupam a realização do Mundial.

“Houve um momento triste, um incidente, mas, me desculpa, do jeito que você apresenta, parece que houve uma revolução no Brasil e que o exército deveria ocupar as ruas. Me faça uma pergunta sobre qualquer país que haverá problema de segurança. Então, não deveríamos realizar a Copa em nenhum lugar do mundo”, concluiu Valcke.

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