Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 09/05/2014
  • 08:11
  • Atualização: 08:16

Proposta que altera índice para eleição no Inter pode não ser aprovada

Cerca de 100 mil sócios podem ficar de fora do pleito para presidência mais uma vez

Proposta que altera índice para eleição no Inter pode não ser aprovada | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

Proposta que altera índice para eleição no Inter pode não ser aprovada | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

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  • Fabrício Falkowski / Correio do Povo

Os cerca de 100 mil sócios do Inter poderão, outra vez, ficar de fora do processo eleitoral que elegerá o novo presidente do clube. Ou seja, o sucessor de Giovanni Luigi. Isto porque, a proposta que muda as regras da eleição - entre outras alterações no estatuto do clube - está com o trâmite interno atrasado e corre o risco de não ser aprovada a tempo do pleito de dezembro.

Finalmente, após um ano de debates e reuniões, um grupo de trabalho, composto por nove conselheiros, escolhido para elaborar um novo texto para o estatuto do Inter, concluiu o projeto. A proposta foi entregue no início da semana para o presidente do Conselho Deliberativo, Ibsen Pinheiro, e traz, como principal novidade, uma regra que modifica a cláusula de barreira e torna a participação dos associados na eleição para presidente praticamente inevitável.

A proposta da comissão diz que para eleger um presidente em primeiro turno, ele teria de ter no mínimo 85% dos votos dos conselheiros, coeficiente tido como inviável de ser obtido no atual contexto político. A regra atual impõe um segundo turno somente no caso de dois candidatos alcançarem pelo menos 25% dos votos dos conselheiros no primeiro turno, algo que não ocorreu na eleição de Giovanni Luigi, em 2012.

Presidente do CD promete acelerar processo

Ibsen promete acelerar o processo. Agora, ele remeterá a proposta para os conselheiros, que têm um prazo para apresentarem emendas ao texto. "O trâmite interno pode ser simples ou complicado. Se for simples, será aprovado rapidamente e valerá para a próxima eleição. Se muitos conselheiros apresentarem emendas e se essas emendas forem polêmicas, será complicada e o tempo de tramitação fica imprevisível", admite Ibsen Pinheiro.

Outras questões polêmicas, como o tempo de mandato do presidente (que cogitou-se estender de dois para três anos) ou a cláusula de barreira na eleição para o Conselho Deliberativo (que é de 15%) ficaram inalteradas na proposta de texto elaborada pela comissão. Para valer na eleição, o estatuto deve ser aprovado pela Assembleia de Sócios até setembro, aproximadamente.

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