Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 17/05/2014
  • 10:04

Dupla Gre-Nal monitora jogadores que atuam na Ucrânia

Crise política no país do Leste europeu pode gerar debandada de brasileiros

Ex-atacante do Inter, Luiz Adriano é um dos brasileiros que atua no Leste Europeu | Foto: Shakhtar Donetsk / CP

Ex-atacante do Inter, Luiz Adriano é um dos brasileiros que atua no Leste Europeu | Foto: Shakhtar Donetsk / CP

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  • Correio do Povo

O Leste Europeu é o destino de muitos brasileiros no mundo do futebol em busca da independência financeira. Enfrentam o frio, a distância dos familiares, a dificuldade com o idioma e trocam tudo isso por um salário polpudo. Mas guerra seria um pouco demais, segundo a maioria. A instabilidade entre Ucrânia e Rússia vivida nos últimos meses trouxe o temor de um conflito entre os dois países, tensão esta que pode acabar afetando o Campeonato Brasileiro. Todos os grandes clubes, entre eles a dupla Gre-Nal, monitoram os 31 jogadores que atuam nas equipes da primeira divisão ucraniana.

O atrito na relação envolvendo a disputa da Crimeia já foi muito maior. Ele arrefeceu nas últimas semanas. A guerra, que antes parecia questão de tempo, já não é tão iminente. Mesmo assim, a situação pode piorar a qualquer instante, segundo analistas. A instabilidade é grande na região e a janela de transferências que se abre em julho pode incluir muitos negócios envolvendo Shakhtar Donetsk, Dínamo de Kiev, Dnipro Dnipropetrovsk e Metalist, entre outros.

“Vai depender das eleições do dia 25 e as suas consequências políticas. Porém, a situação deu uma acalmada. Se os jogadores forem sair, acredito que seja mais fácil a ida para equipes europeias por causa dos valores envolvidos”, salienta Frank Henouda, empresário especialista no mercado do Leste Europeu. Em 25 de maio, os ucranianos irão eleger o seu novo presidente para o lugar de Viktor Yanukovytc, destituído em fevereiro.

Os dirigentes brasileiros ficam à espreita de uma oportunidade. “O Brasil todo está de olho no mercado ucraniano”, afirma o diretor de futebol do Inter, Roberto Melo, que continua: “Depois da última rodada, as movimentações irão começar. Acredito que a maioria dos jogadores que estão lá já têm propostas de outros clubes da Europa, mas alguns sobrarão para o Brasil”. A temporada ucraniana encerra neste fim de semana. Nos próximos dias, os atletas retornam para passar as férias, alimentando ainda mais as especulações.

O conflito na região pode servir de justificativa para quem deseja voltar. “Pode ser utilizado como pretexto por quem não se ambientou. Não acredito que essa situação vá afetar diretamente o futebol. Jogador algum vai abrir mão dos valores que recebe lá”, salienta o executivo de futebol do Grêmio, Rui Costa. No entanto, não custa observar: “Monitoramos todos os brasileiros na Ucrânia. Mas disso para ter alguma coisa é um longo caminho”.

*Por William Lampert e Fabrício Falkowski

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