Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 21/05/2014
  • 20:38
  • Atualização: 20:55

Prefeitura garante que Inter irá custear compactação do entulho do Beira-Rio

Clube não crê em danos para o meio ambiente e pretende manter platô construído sobre o entulho

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  • Rádio Guaíba

Depois de vistoriar o entorno do estádio Beira-Rio, na manhã desta quarta, o secretário de Gestão de Porto Alegre, Urbano Schmitt, revelou ter acordado com o engenheiro e assessor da presidência do Sport Club Internacional, Emídio Ferreira, que o clube assuma os serviços de compactação e colocação de brita para a terceira etapa do projeto de ampliação do estacionamento. O plano recebeu ontem aval do Ministério dos Esportes e permite viabilizar a obra sobre os entulhos oriundos da reforma do estádio. Com isso, o total de vagas para veículos sobe de 500 para 1,4 mil no entorno do Beira-Rio.

Quanto ao custo da obra do estacionamento, Schmitt fala que o recurso investido não teve acréscimo e foi aprovado pelo Ministério das Cidades, no valor de R$ 7 milhões. A contrapartida da prefeitura é de R$ 1,6 milhão, a ser investido no terreno do município, com área de 58 mil metros quadrados.

O entrave para o avanço da instalação do estacionamento envolveu os resíduos de construção da obra de reforma do estádio. Como a retirada não aconteceu, a prefeitura propôs alternativa para permanência dos resíduos, mediante o estabelecimento de uma área em platô, adjacente ao remanescente do estacionamento, já em execução. Após a Copa, ocorrerá ajustes do projeto.

A ideia do Inter, porém, é manter o platô construído sobre o entulho por tempo indefinido, possibilidade que não é rechaçada pela Prefeitura. O coordenador da Comissão de Obras do Conselho Deliberativo do Inter, Emídio Ferreira, compara o local com um aterro e estima que o material não cause danos ao meio ambiente.

Calçadas irregulares

Entre as obras que terão de ser refeitas ou corrigidas está a das calçadas, afetadas pelas máquinas da Andrade Gutierrez. Atualmente, o espaço destinado aos pedestres registra buracos e pedras levantadas e não está claro quem vai arcar com esse custo.

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