Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

  • 05/06/2014
  • 18:49
  • Atualização: 18:58

Aldo Rebelo admite problemas às vésperas da Copa, mas crê em “acolhimento”

Secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke passou respostas sobre atraso para ministro

Rebelo admitiu problemas na preparação brasileira | Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil / CP

Rebelo admitiu problemas na preparação brasileira | Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil / CP

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  • Lancepress

A uma semana da abertura da Copa do Mundo, o Comitê Organizador do Mundial se reuniu em São Paulo nesta quinta-feira e as principais autoridades da Fifa concederam entrevista coletiva em um hotel após o encontro. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também esteve presente e respondeu a diversas perguntas sobre problemas de infraestrutura do país e preocupações quanto ao torneio.

Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, se esquivou de todas as questões sobre as dificuldades do governo em cumprir suas promessas para o evento, bem como atraso em obras. Ele repassou as perguntas a Rebelo, que reconheceu erros, mas preferiu enfatizar os aspectos positivos da Copa.

“Todos os países do mundo têm, tiveram e terão problemas tão graves quanto aos do Brasil. A que atrasos se referem? São atrasos que, na maioria, não têm relação com a Copa. Infraestrutura deficiente, que causa problemas não só na mobilidade, na economia. Sabemos que isso existe”, disse o ministro, que chegou a dizer que algumas obras foram antecipadas por conta do Mundial, embora não tenham ficado prontas a tempo.

“Esperamos que as pessoas guardem principalmente essas lembranças, não das desigualdades e desequilíbrios que marcam o Brasil. Que se lembrem de um país em que o povo tem vocação para tratar bem a todos que nos visitam”, comentou Rebelo, dizendo que o governo fez de tudo para proporcionar a melhor Copa possível.

Enquanto isso, Valcke limitou-se a dizer: “Se estamos satisfeitos? Poderemos dizer em 13 de julho, quando acaba a Copa”.

As autoridades acreditam que a primeira semana da Copa será a mais desafiadora, pois alguns estádios não foram testados com capacidade máxima e o Brasil passará por diversas experiências inéditas. Mesmo assim, tanto os membros da Fifa, quanto o ministro falaram em otimismo quanto a realização do Mundial.

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