Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 13/06/2014
  • 09:14
  • Atualização: 09:37

Dias depois de ser pai, Oscar faz atuação de luxo pela Seleção

Semana inesquecível do meia começou com nascimento da filha Julia

Dias depois de ser pai, Oscar faz atuação de luxo pela Seleção  | Foto: Dimitar Dilkoff / AFP / CP

Dias depois de ser pai, Oscar faz atuação de luxo pela Seleção | Foto: Dimitar Dilkoff / AFP / CP

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  • Rafael Peruzzo / Correio do Povo

Se havia um jogador cotado para deixar o time titular da Seleção Brasileira na estreia da Copa do Mundo, esse era Oscar. Substituído nos dois amistosos preparatórios por Willian - que entrou bem em ambos os jogos -, o meia vinha recebendo críticas. Mas Felipão o bancou e garantiu o ex-jogador do Inter na equipe. O treinador sabia o que estava fazendo. Oscar só não ganhou o prêmio de melhor em campo da Fifa porque Neymar marcou dois gols.

Após marcar o terceiro da Seleção, Oscar desabou no gramado como que tirando um peso das costas. Aliás, os últimos dias foram de intensas emoções para o jogador. Na semana passada, ele se tornou pai pela primeira vez. E ontem, logo em uma estreia de Copa do Mundo, foi decisivo na virada brasileira. "Foi um dos melhores jogos da minha vida. E ainda mais em uma Copa do Mundo. Teve o nascimento da minha filha semana passada. Essa vitória é para ela e também para minha esposa, já que estamos no Dia dos Namorados", vibrou Oscar. "Foi importante, mas o nosso objetivo é conquistar a Copa", completou.

Felipão fez uma revelação. "Antes do jogo, eu falei para o Oscar: 'Tu estás me devendo um gol. No vestiário, ele me disse que a dívida estava paga'", comemorou o técnico. Oscar foi o maior ladrão de bola da partida. No gol de empate, marcado por Neymar, foi o camisa 11 quem brigou por ela, duas vezes, encarando a forte marcação croata e dando origem ao lance. Ainda saiu coroado pelo belo gol nos minutos finais. "Foi o jogador que mais criou pelo lado direito. Se tivesse um segundo prêmio de melhor em campo, o Oscar deveria ganhar. De um dia para o outro, ele não iria desaprender. Ele é esse jogador que mostrou hoje", acrescentou Felipão.

Em campo, Oscar e Neymar construíram a virada em cima da Croácia. Das arquibancadas, veio o apoio incondicional mesmo com a derrota parcial no início da estreia no Mundial. São Paulo, sempre tão crítica à Seleção Brasileira, deixou de lado as vaias e a chuva de bandeiras em 2000, no Morumbi, diante da Colômbia, pelas eliminatórias. Entrou em ação, então, a força do povo.

A capital paulista abraçou o time no momento mais difícil. Desde a execução do Hino Nacional, que, a exemplo da Copa das Confederações, seguiu sendo cantado à capela pelos torcedores, até os primeiros minutos após o gol contra de Marcelo. Thiago Silva foi às lágrimas antes mesmo de entrar em campo. Alguns atletas também choraram no momento do hino. A Arena Corinthians jogou junto quando foi preciso e Felipão fez questão de exaltar os torcedores.

"Se existia uma história que São Paulo não torcia de uma forma tão efusiva pela Seleção, isso mudou hoje (ontem). Nunca mais vão falar que São Paulo não ajuda a Seleção", destacou. Segundo o treinador, o apoio de fora foi importante para que a equipe não se intimidasse no início. "O peso de não ter sentido o gol partiu da torcida. Nos primeiros minutos, nós não assimilamos, mas a torcida fez com que nós assimilássemos e nos comportássemos dessa forma. Foi fantástico o apoio do torcedor", acrescentou o comandante.

O peso da estreia, ainda mais em casa, com um elenco tão jovem e com poucos jogadores que já disputaram uma Copa do Mundo, preocupava Felipão na véspera da estreia. Um dia antes, ele fez uma peregrinação pelos quartos. Queria amenizar a ansiedade pelo jogo no Mundial. "Tive que fazer um trabalho muito mais cansativo do que qualquer treinamento", ressaltou.

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