Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 22/06/2014
  • 12:42
  • Atualização: 13:07

Argelinos e coreanos provam o chimarrão no Centro de Porto Alegre

Torcedores mostraram desconfiança com ingredientes, mas experimentaram e até engasgaram com a bebida

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  • Bernardo Bercht/Correio do Povo

Uma certa bebida quente estava chamando a atenção de argelinos e coreanos no Centro de Porto Alegre, neste domingo. Um grande número de estrangeiros se concentrava ao redor dos humoristas gaúchos Zurba e Maragato Fagundes enquanto eles ofereciam chimarrão. Os argelinos, desconfiados do que tinha na cuia, em sua maioria evitavam, enquanto a preocupação dos coreanos era com aquele "canudo" (a bomba), passando por diversas bocas na roda internacional formada no Largo Glênio Perez. A concentração e festa das torcidas no Centro tinha como destino o jogo no Beira-Rio, a partir das 16h, pelo grupo H.

Turbantes, chapéus de mexicano, de caubói e outras proteções na cabeça, tudo em verde, vermelho e branco, formaram o figurino dos argelinos. Todos quiseram tirar foto com o "mate amargo", mas sem entender se aquilo era uma bebida alcoólica, alucinógena ou sabe-se lá, apenas uns poucos consumaram a troca cultura. A maioria deles, saiu tossindo, desacostumada com o sabor. "Quem mais experimentou chimarrão foram mesmo os holandeses. Hoje, o pessoal é mais retraído e muitos falam pouco até o inglês", destacou Maragato Fagundes.

Os coreanos, por sua vez, tinham dificuldades em começar a percorrer o Caminho do Gol rumo ao estádio. "Ficam nos parando para tirar fotos", reclamou, apesar do sorriso, um dos orientais. E a concorrência foi forte, pois argelinos, brasileiros, argentinos e colombianos se revezavam para pedir fotos com os visitantes de olhinhos puxados. Tudo em clima cordial, muitas risadas e gritos de "Argélia, Argélia... Coreia, Coreia".

Alguns optaram por desviar do caminho do gol, e seguiam pela Praça da Alfândega, descobrindo algumas das atrações do Centro Histórico. Coreanos tiravam muitas fotos do prédio do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, enquanto alguns argelinos "personalizaram" a escultura de Carlos Drummond de Andrade e Mário Quintana. Tiraram fotos com faixas da Argélia e escreveram uma mensagem no seu idioma, que colocaram em frente à estátua.


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