Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 24/06/2014
  • 18:02
  • Atualização: 18:09

Eliminação da Itália derruba Prandelli e presidente da federação italiana

Treinador tinha contrato com Azzurra até 2016, ano da próxima Eurocopa

Prandelli pediu demissão da Itália após eliminação | Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP / CP

Prandelli pediu demissão da Itália após eliminação | Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP / CP

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  • Lancepress

Cesare Prandelli não é mais o treinador da Itália. Diante de uma plateia incrédula de jornalistas italianos, o comandante anunciou ter entregue ao presidente da Federação Italiana seu pedido de demissão. A Azzurra foi derrotada para o Uruguai por 1 a 0, nesta terça-feira, na Arena das Dunas. Desta forma, os europeus foram eliminados de forma precoce no Grupo D. Costa Rica e Uruguai são os representantes nas oitavas de final.

“Quando um projeto técnico fracassa, só há um responsável. Eu tratei da escolha dos jogadores, da preparação e se algo deu errado a responsabilidade é minha”, justificou.

Prandelli foi mais além. Sem citar nomes reclamou de ataques verbais que vem sofrendo de setores da mídia e da política esportiva italiana. “Havia a vontade de continuar. Até a renovação do contrato estávamos conseguindo trabalhar o futebol italiano, deixando de lado os problemas fora de campo. Após, passou a se tratar isso como um partido político. Eu nunca roubei nada, pago meus impostos. Tenho a cabeça erguida”, seguiu.

A Federação italiana - cujo presidente Giancarlo Abete também anunciou estar demissionário, após sete mundiais - vai convocar uma reunião do conselho federal, no final dessa semana, para avaliar o pedido de Prandelli. Abete disse esperar que a renúncia seja recusada pelo conselho para que o treinador possa manter o comando do futebol italiano na classificação para a próxima Eurocopa.

“Já disse a Prandelli que, de qualquer forma, vou apresentar a minha demissão em caráter irrevogável ao Conselho Federal, porque fizemos o máximo que pudemos. Demetrio Albertini, como chefe da delegação, fez o seu melhor. Estou no meu sétimo Mundial, e já havia tomado essa decisão antes do início da Copa. Faço esse pedido de demissão com serenidade e refleti muito para isso. Quero continuar em outras funções, como na UEFA, mas quero liberar a Federação de ser alvo de críticas pela minha presença. Em agosto voltaremos com um novo presidente, que terá todo o meu apoio. Tenho um gosto amargo como torcedor, mas como dirigente sei que fizemos o melhor possível”, discursou Abete.

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