Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 29/06/2014
  • 18:06
  • Atualização: 18:10

Técnico mexicano responsabiliza árbitro por derrota: “Inventou um pênalti”

Miguel Herrera não pouco críticas à arbitragem da partida deste

Miguel Herrera reclamou da arbitragem do português Pedro Proença  | Foto: Damien Meyer / AFP / CP

Miguel Herrera reclamou da arbitragem do português Pedro Proença | Foto: Damien Meyer / AFP / CP

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  • Lancepress

O México perdeu neste domingo para a Holanda, de virada, por 2 a 1 em um jogo dramático das oitavas de final da Copa do Mundo. Depois do resultado, o treinador da equipe mexicana, Miguel Herrera, não poupou críticas à arbitragem do português Pedro Proença, que, segundo ele, teve grande impacto no resultado do confronto.

“Gostaria de agradecer o apoio de todos. O time jogou muito bem. A bola bateu na trave, desperdiçamos outras oportunidades. Foram quatro jogos e em três tivemos arbitragens desastrosas. Três erros claros. Por que trazer árbitros da Federação da Ásia, América ou África se os árbitros são sempre europeus? Ele inventou aquele pênalti”, disparou.

Herrera tentou excluir os holandeses da polêmica ao alegar que seus comandados cometeram erros que dificultaram a vitória, mas não disfarçou seu descontentamento com o juiz e prosseguiu com as críticas severas.

“Cometemos erros que nos distanciaram do triunfo. Não tem nada a ver com a Holanda, mas eles vão avançar por conta de um erro do árbitro. O mais determinante foi o árbitro. Foi ele quem nos deixou fora da Copa. O primeiro gol foi legal. Mas no fim, ele inventou um pênalti. Sair da Copa nessas circunstâncias. Tivemos dois pênaltis não marcados contra a Croácia e hoje esse. Espero que esse senhor volte para casa, como nós”;

O técnico mexicano também reclamou da elevada temperatura, já que o jogo foi disputado às 13h, em Fortaleza, sob forte calor. O clima, porém, não foi tratado como culpado pelo revés: “O espetáculo não foi digno, porque jogar sob esta temperatura. E a parada técnica quebra o ritmo. Vou repetir: o que nos tirou da competição foi um pênalti inexistente”.

Por fim, sobrou até para o craque Arjen Robben, do Bayern de Munique. Segundo Miguel Herrera, o jogador fez o que quis durante todo o confronto, pois o árbitro permitiu e não foi capaz de dar limites ao atleta. “É num momento como esse que se vê quem é bom árbitro. Robben fez o que quis o jogo inteiro”, disse, para depois afirmar o orgulho que sente pelos jogadores e pela campanha.

“Estava sentindo que o time poderia chegar no resultado. O jogo estava nas nossas mãos. Mas esses descuidos nos levaram ao gol de empate. Mas saímos de cabeça erguida. Jogamos muito bem. O desempenho nos orgulhou. Mostramos que a Holanda é vulnerabilidade, mas eles atacam muito bem”, encerrou.

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