Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 04/07/2014
  • 11:01
  • Atualização: 11:06

"Velhinhos" da Argentina enfrentarão "garotada" da Bélgica

Seleção portenha tem maior média de idade das quartas, com 27, 6 anos

Messi e Hazard são os destaques de Argentina e Bélgica  | Foto: Daniel Mihailescu / AFP / CP

Messi e Hazard são os destaques de Argentina e Bélgica | Foto: Daniel Mihailescu / AFP / CP

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  • Lancepress

O confronto deste sábado na Arena Mané Garrincha, em Brasília, trará uma peculiaridade aos duelos válido pelas quartas de final da Copa do Mundo: será o duelo da seleção de maior média de idade (Argentina) contra a de menor média, a Bélgica.

A média de idade do grupo de Alejandro Sabella é de 27,6 anos, a maior entre os oito melhores que ainda sonham com o título. O zagueiro Hugo Campagnaro, de 34 anos, é o principal representante dessa 'velhice' dos hermanos, que ainda têm Demichelis (33), Maxi Rodríguez (33) e Orión (32).

Já os comandados de Marc Wilmots tem uma média de idade de 24,5 anos, a menor nesta fase da competição mundial. O atacante Divock Origi, de apenas 19 anos, é o representante dessa juventude belga. Esse jogador, aliás, é um dos cinco de menos idade entre todos que disputaram o Mundial. Isso sem falar em outros 'bebês', como Nacer Chadli (19 anos, com dois meses a mais que Origi), Lukaku (21) e Courtois (22).

Essa disputa entre "velhos" e "jovens" se torna importante e fundamental para imaginar um vencedor pelo que se viu no último jogo, tanto de Argentina quanto da Bélgica. Coincidência ou não, os hermanos ficaram sem perna na prorrogação contra a Suíça. O gol de Dí Maria, em jogada individual de Messi, foi o único lance criado após o término normal. Após a partida, apesar da felicidade pela vitória, os jogadores não esconderam que a questão física virou obstáculo.

"Não há como negar, cansamos. Não foi fácil. Demos tudo em campo e nos desgastamos como nunca", afirmou o lateral-esquerdo Marcos Rojo que, assim como os outros titulares, não tiveram treinos com bola nos três dias seguintes à partida, numa demonstração clara que a busca pela recuperação física foi prioridade.

Em contrapartida, os europeus não tiveram dificuldade para empurrar os americanos para trás, perder inúmeros gols e pressionar até o último minuto da prorrogação. Não é por acaso que os dois gols da Bélgica saíram depois do tempo normal: Kevin De Bruyne, aos três minutos da prorrogação, e Romelu Lukaku, aos 15 minutos do duelo na Arena Salvador. Demonstração que o fôlego esteve em dia. A juventude da maioria dos jogadores, nesse caso, colaborou.

"A Argentina tem Messi, o Brasil tem Neymar mas a Bélgica tem um jogo coletivo muito forte. Prefiro equipes assim. O que me preocupa mais é o esforço físico. Não acredito que o jogo contra a Argentina vá se definir nos 90 minutos. Deve haver prorrogação e estamos nos preparando para isso", afirmou o técnico Marc Wilmots.

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