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  • 14/06/2018
  • 00:03
  • Atualização: 00:06

Bahia marca no fim do jogo e vence Corinthians

Derrota aumenta pressão sobre o técnico Osmar Loss que segue com uma vitória no time paulista

Bahia marca no fim e vence Corinthians  | Foto: Felipe Oliveira / Bahia Divulgação / CP

Bahia marca no fim e vence Corinthians | Foto: Felipe Oliveira / Bahia Divulgação / CP

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O Corinthians já decepcionava o seu torcedor até os minutos finais do segundo tempo do confronto contra o Bahia, nesta quarta-feira, enquanto persistia o empate por 0 a 0, na Arena Fonte Nova, em Salvador, com mais uma péssima atuação do time do técnico Osmar Loss. O gol do chileno Mena, aos 41, então, veio para intensificar a pressão sobre o novato treinador e definir o triunfo por 1 a 0, que fez o time baiano respirar no Campeonato Brasileiro, após sua 12.ª rodada.

Em sete partidas no comando do Corinthians, Osmar Loss segue com apenas uma vitória. São quatro derrotas e apenas três gols marcados nesta sequência. Diante do Bahia, o time voltou a mostrar muita dificuldade para criar. Ao contrário dos donos da casa, que chegaram diversas vezes perto do gol e só não garantiram a vitória antes por causa da noite inspirada do goleiro Walter e da falta de pontaria de seus atacantes.

A derrota deve tornar o mês de paralisação para a Copa do Mundo movimentado no Corinthians. Afinal, Osmar Loss ainda não convenceu e a diretoria terá que lidar com a pressão. No Brasileirão, são 16 pontos apenas, na 10.ª colocação. Já o Bahia conseguiu respirar e subiu para 12 pontos, mas ainda na zona de rebaixamento.

O jogo

O começo da partida foi bastante aberto. Pedrinho teve bom momento no início e acertou a zaga. O Bahia respondeu com duas oportunidades na sequência. Aos nove, Nino Paraíba cruzou na cabeça de Kayke, que desviou por cima. Dois minutos depois, o mesmo Kayke cobrou falta, a bola desviou na barreira e Walter desviou para escanteio. Foi o suficiente para estabelecer o Bahia como dono do jogo, enquanto que o Corinthians esperava uma oportunidade no contra-ataque. A chance veio aos 14 minutos, mas Sidcley falhou na área.

O Bahia, então, voltou ao campo ofensivo, sufocou o time paulista e passou a acumular chances desperdiçadas. Aos 19 minutos, aos trancos e barrancos, Nino Paraíba aproveitou erro de Henrique e colocou na área. Zé Rafael dividiu e a bola passou por Walter, mas Pedro Henrique salvou em cima da linha. Quatro minutos depois, Régis tentou de falta, mas o goleiro corintiano espalmou.

O Corinthians suportou o pior momento de pressão do adversário, diminuiu o ritmo do Bahia, mas seguia sofrendo com a marcação pelas laterais, principalmente com Sidcley na esquerda. Aos 42 minutos, Zé Rafael aproveitou espaço pelo setor e bateu cruzado, com perigo. Destaque negativo do Corinthians no primeiro tempo, Sidcley deixou o campo para a entrada de Juninho Capixaba. Do lado baiano, também entrou o lateral-esquerdo Mena, mas na vaga do meia Élber.

A alteração dos donos da casa deu bem mais certo e Mena, como elemento surpresa no ataque, teve duas oportunidades. Aos cinco minutos, Régis roubou de Juninho Capixaba e cruzou para o chileno, que chegou sozinho na área e bateu para fora. Aos 13, Nino Paraíba cruzou, a defesa corintiana não afastou e Mena finalizou de cabeça, na trave. Novamente, o Corinthians precisou superar o ímpeto baiano para equilibrar as ações. Aos 28 minutos, quase surpreendeu em escanteio de Maycon, que Henrique cabeceou por cima, sozinho.

No lance, o goleiro Douglas caiu de mau jeito sobre o braço e precisou deixar o campo, chorando muito. Nos últimos minutos, o jogo voltou a ficar aberto. O Bahia teve grande oportunidade aos 40, quando Zé Rafael passou pelos marcadores e exigiu nova defesa de Walter. A resposta do Corinthians aconteceu dois minutos depois, com Maycon, que exigiu reflexo de Anderson.

Quando o empate parecia selado, novamente o espaço na defesa Corinthians apareceu e desta vez o Bahia não desperdiçou. Régis arrancou pela direita, cortou para o meio e viu Mena avançando sozinho nas costas de Mantuan. O chileno encheu o pé, no ângulo direito de Walter, que desta vez não alcançou.