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  • 26/12/2017
  • 21:06
  • Atualização: 21:31

Direção do Inter apresenta orçamento ousado para 2018

Projeção otimista, com previsão de crescimento histórico, será votada pelo conselho nesta quarta

Projeção otimista, com previsão de crescimento histórico, será votada pelo conselho nesta quarta  | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Projeção otimista, com previsão de crescimento histórico, será votada pelo conselho nesta quarta | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

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  • Correio do Povo

A realidade é difícil. Com dívidas, pouco dinheiro e um grupo grande para enxugar, o Inter tem expectativas moderadas para o ano do retorno à Série A. O orçamento, entretanto, esse é incrivelmente otimista. Na noite desta quarta-feira, o Conselho Deliberativo votará uma projeção que indica aumento significativo na receita de várias áreas. O clube planeja faturar R$ 305,6 milhões líquidos, o que representaria crescimento de 35,7% em relação ao estimado de 2017: R$ 225,1 milhões. Uma variação deste tamanho seria histórica.

Para alcançar tal cifra, o clube prevê aumento em todos os quesitos importantes. Um dos mais ousados diz respeito ao quadro social. O clube espera saltar de R$ 55,9 milhões para R$ 78,9 milhões. Detalhe: as mensalidades serão reajustadas, o que pode diminuir os atuais 85 mil sócios adimplentes. Além disso, o time vive fase ruim e não disputará nenhuma competição internacional. Fica difícil ver daonde virá o esperado aumento de 40%. Em bilheteria, são previstos R$ 9 milhões, frente aos R$ 6,8 milhões de 2017, ano da Série B, em que os ingressos foram mais baratos que o usual.

O orçamento projeta R$ 41 milhões em venda de atletas, em um momento no qual o clube possui poucos jogadores com mercado. Para chegar a este valor, provavelmente precisaria vender William Pottker e Rodrigo Dourado, além de mais alguns negócios menores. O valor deste ano ficou em R$ 24,1 milhões, praticamente apenas a venda de William — a transferência de Alisson entrou no exercício 2016.

Sobre cotas de TV, uma receita que o Inter já antecipou o referente a 2017, a projeção indica a possibilidade de negociação dos direitos de 2019 e 2020. A transação permitiria um salto dos R$ 94,8 milhões para R$ 124,4 milhões.

Junto ao texto, os conselheiros receberam ainda um parecer do Conselho Fiscal recomendando a aprovação dos números – sem informar, no entanto, se a decisão é por unanimidade ou não.

O Inter está terminando o ano com déficit de R$ 59 milhões e já foi advertido do risco de ficar fora do Profut, o programa de renegociação de dívidas dos clubes com o governo federal. A direção alega que já fez as readequações necessárias.


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