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  • 17/04/2018
  • 11:17
  • Atualização: 11:39

Paulão revela tapa em Valdívia após empate com o Fluminense em 2016

Zagueiro do Vasco admitiu “cabeça quente” e lamentou agressão a atacante do São Paulo

Paulão lembrou constrangido a agressão em Valdívia | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP memória

Paulão lembrou constrangido a agressão em Valdívia | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP memória

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O zagueiro Paulão, atualmente no Vasco da Gama, revelou em entrevista no programa Jogo Sagrado, da Fox Sports, nessa segunda-feira, que agrediu Valdívia no vestiário do estádio Beira-Rio no Brasileirão 2016, ano do rebaixamento para a Série B. A partida, ocorrida no dia 7 de agosto, era a última do primeiro turno e o Colorado não vencia há 10 partidas. Jogando em casa, o clube fez uma espécie de pacto contra vaias e pelo apoio da torcida, mas logo a dois minutos o Fluminense abriu o placar e a tensão tomou conta da equipe comandada por Falcão.

“O jogo 2 a 2 e a gente caindo na tabela. Perdi a cabeça. Saindo do campo, alguns torcedores falaram mal de todo mundo. Um disse que o time não tinha sangue. Outro dizendo que os jogadores eram mercenários. Fui na direção deles e discuti com eles. Entrei no vestiário com a cabeça louca. Fui, totalmente fora de mim, em direção a ele e cobrei porque ele não tinha cruzado a bola na área. Falei para ele, ‘treinamos a semana toda para que se acontecesse um lance desse, o último da partida, era para colocar dentro da área’. Era o lance do jogo e, se ganhássemos, sairíamos da zona (de rebaixamento). Ele, naquele lance de momento, disse que achou que poderia fazer o gol. Perdi a cabeça e dei um tapa nele assim (faz um sinal de mão aberta na parte frontal da cabeça)”, lamentou o defensor.

Paulão, assim como Valdívia, eram dois dos jogadores mais cobrados pelo Inter naquela temporada. Na oportunidade, o Colorado ocupava a 14ª colocação com 21 pontos, três a mais que o Santa Cruz-PE, 17º e primeiro clube entre os rebaixados. Com o empate, o Colorado terminou a 19ª rodada na 13ª colocação, a dois pontos do Botafogo, que tinha uma partida a menos. Mesmo com a situação delicada, Paulão admitiu o erro e lembrou do pedido de desculpas que fez na saída do vestiário.

“Começou a discussão no vestiário. Sentei e ficou aquele bate boca. Tenho um carinho muito grande por ele, mas, na hora, acabou acontecendo. Na hora de sair, enxerguei ele, o filho, o pai e a família toda. Pensei, como vou fazer agora. Chamei o pai dele e pedi desculpas pelo fato que aconteceu. Já estávamos de cabeça quente dentro do campo. 'Não pedi desculpas para ele primeiro, mas estou pedindo para o senhor que é o pai. Fiz papel de moleque'. Ele aceitou na boa”, declarou o zagueiro.

Porém, o problema entre os jogadores só foi resolvido com o tempo. “Ficou um arranca-rabo entre eu e o Valdívia. Eu tentava chegar nele, mas, como ele tinha razão, e sabia disso, não aceitou em um primeiro momento, mas depois ficou tudo numa boa”, lembrou o constrangido defensor.

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Além da briga no vestiário, o empate no Beira-Rio, em 2 a 2, com gols de Seijas e Fernando Bob, foi determinante para a demissão do técnico Paulo Roberto Falcão, após o quinto jogo no comando. Dois meses depois, o meia Anderson e o lateral William trocaram socos em um treinamento, em mais um dos episódios que marcaram o primeiro rebaixamento da história do Inter.