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  • 08/01/2019
  • 08:13
  • Atualização: 08:26

Medeiros entrará com ação judicial contra Piffero após ser reempossado no Inter

Órgão estima que irregularidades na gestão entre 2015 e 2016 teriam causado prejuízo de mais de R$ 10 milhões

Medeiros entrará com ação judicial contra Piffero | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP

Medeiros entrará com ação judicial contra Piffero | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP

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Marcelo Medeiros será reempossado na noite desta quarta-feira, em cerimônia no Centro de Eventos do Beira-Rio, para mais dois anos de mandato à frente do Inter. Uma de suas primeiras medidas, porém, não tem a ver com o futuro, mas com o passado. Assim que estiver reempossado, ele orientará o departamento jurídico do clube a ingressar com ação na Justiça Cível contra Vitorio Piffero e os outros dirigentes investigados pelo Ministério Público por irregularidades cometidas no clube entre 2015 e 2016 que teriam causado prejuízo de mais de R$ 10 milhões aos cofres do clube.

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Apesar de a investigação ainda não ter sido concluída pelo MP, Medeiros acredita que as provas levantadas pela comissão de sindicância do Conselho Deliberativo, cujo relatório foi apresentado aos conselheiros em setembro do ano passado, são suficientes para o clube buscar na Justiça o ressarcimento pelos danos financeiros causados pelos ex-dirigentes. O presidente colorado deseja ingressar com a ação ainda durante o mês de janeiro.

O caso

Uma operação do Ministério Público, deflagrada na manhã de 20 de dezembro, cumpriu mandados de busca e apreensão para investigar apropriação e desvio de valores do Inter. A ação, liderada pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal, cumpriu 20 mandados para apurar crimes que teriam ocorrido durante a gestão 2015 / 2016, época em que o clube era comandado pot Piffero. Residências e sedes de empresas em Porto Alegre, Eldorado e Viamão foram alvos de diligência.

Além do ex-presidente, a operação investiga outros dirigentes que estavam no clube. Um deles é Pedro Antonio Affatato, que acumulava a 1ª Vice-presidência e a Vice Presidência de Finanças. Alexandre Silveira Limeira, que era vice-presidente de Administração, Emídio Marques Ferreira, vice-presidente de Patrimônio, Marcelo Domingues de Freitas e Castro, vice-presidente Jurídico, e Carlos Capparelli Pellegrini, que atuava como vice-presidente de Futebol também fazem parte da lista de investigados. Também são apuradas as condutas de empresários de futebol, além de pessoas vinculadas a empresas de construção civil, de turismo e de contabilidade.

De acordo com as investigações, a principal fonte de fraudes e desvios ocorridos dentro do Inter teria sido feita a partir da retirada de valores em espécie da tesouraria do clube. Os recursos foram usados sob a alegação de que serviriam para o pagamento de obras para empresas de construção civil e prestação de serviços, algo chamado de adiantamento. Teriam sido retirados cerca de R$ 10 milhões entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016. Os saques diários eram comprovados por meio de notas fiscais emitidas a título de obras que não foram realizadas, ainda que tenham sido atestadas ou então teriam sido superfaturadas. A análise técnica dos promotores encontrou 165 notas oriundas de nove empresas e pelo menos 94% revelaram obras não executadas, executadas parcialmente ou concluídas com sobrepreço.


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