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Porto Alegre, domingo, 21 de Outubro de 2018

  • 07/05/2018
  • 20:16
  • Atualização: 20:24

MP avalia medidas protetivas para atletas de ginástica artística

Procedimento foi aberto pela promotoria após denúncias de abusos sexual cometido pelo ex-técnico da seleção brasileira Fernando de Carvalho Lopes

 Atletas adolescentes relatam terem sido vítimas de abuso do ex-técnico Fernando de Carvalho Lopes | Foto: Ricardo Bufolin / Divulgação CP

Atletas adolescentes relatam terem sido vítimas de abuso do ex-técnico Fernando de Carvalho Lopes | Foto: Ricardo Bufolin / Divulgação CP

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  • Agência Brasil

O Ministério Público de São Paulo abriu nesta segunda-feira um procedimento chamado notícia do fato para apurar se os atletas de ginástica artística que treinam em um clube de São Bernardo do Campo (SP) necessitam de medidas protetivas. O procedimento foi aberto pela Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da cidade, após denúncias de abusos sexual cometido pelo ex-técnico da seleção brasileira de ginástica artística Fernando de Carvalho Lopes.

De acordo com o órgão, o procedimento pretende apurar, neste momento, se há necessidade de aplicação de medidas de proteção aos adolescentes que relatam terem sido vítimas de abuso, pois o professor já foi afastado do cargo. Quanto aos crimes que o ex-técnico da seleção teria praticado, a matéria deverá ser analisada pelo Ministério Público Criminal.

Lopes ministrava aulas no Clube Mesc (Movimento de Expansão Social Católica) de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

O caso está sendo investigado criminalmente pela Polícia Civil. Porém, o caso é mantido sob sigilo. Notícias divulgadas pela imprensa informam que houve abusos e agressões sexuais cometidos contra crianças e adolescentes ao longo dos 20 anos em que o técnico treinou os atletas.

Outro lado

Em nota, divulgada mês passado, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) informou que, em acordo com o Ministério Público do Trabalho, adotou providências urgentes, como o combate ao assédio e ao abuso moral e sexual, manipulação de resultado, doping e outras formas de violência e fraude no esporte. “Nenhum caso de assédio ou abuso ficará sem rigorosa apuração e eventual sanção, conforme a hipótese”, diz o documento.

O Clube Mesc, em que Fernando Lopes ministrava aulas, informou que, há dois anos, quando surgiram as primeiras acusações, o técnico foi transferido para serviços administrativos, sem manter qualquer contato direto com os atletas e alunos. O clube também negou que recebesse qualquer verba da prefeitura de São Bernardo do Campo.

A prefeitura de São Bernardo do Campo informou que a atual administração não tem “projeto financiado ou conveniado com o Movimento de Expansão Social Católica – Mesc e que o técnico Fernando Lopes nunca fez parte do quadro de profissionais da pasta nesta gestão, atuando exclusivamente como treinador no referido clube, que é particular”.