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  • 08/06/2017
  • 21:13
  • Atualização: 21:19

Fina cogita suspender Brasil de competições por não reconhecer eleição da CBDA

Entidade máxima da natação argumenta que confederação não tem sua autonomia assegurada

Entidade máxima da natação argumenta que confederação não tem sua autonomia assegurada | Foto: Satiro Sodré / CBDA / Divulgação CP

Entidade máxima da natação argumenta que confederação não tem sua autonomia assegurada | Foto: Satiro Sodré / CBDA / Divulgação CP

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A Federação Internacional de Natação (Fina) declarou, nesta quinta-feira, que "não reconhecerá" o resultado da eleição à presidência da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). A alegação da entidade máxima da natação é de que a eleição, marcada para esta sexta, "não será organizada de acordo com as regras da Fina". A federação ameaçou ainda excluir o Brasil de todas as competições internacionais.

O argumento é de que a entidade brasileira não tem sua autonomia assegurada e vive uma intervenção do poder público. A CBDA está sob intervenção da Justiça desde março, após o juízo da 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro afastar a diretoria da entidade. O advogado Gustavo Licks foi nomeado como interventor e tem administrado o organismo nacional desde então.

Segundo Gustavo Licks, a CBDA foi surpreendida com o comunicado, já que o e-mail foi recebido somente nesta quinta-feira, véspera do pleito. Coordenador geral de esportes da entidade, o medalhista olímpico Ricardo Prado garantiu a realização da eleição. "A gente recebeu isso com bastante surpresa", afirmou. "Creio que foi uma falha de comunicação, mas acho que vai ser facilmente resolvido pelo presidente que vai ser eleito."

"Não sou a favor do adiamento da eleição, mas o fato de poder causar uma punição da Fina me causa muita preocupação", declarou Jefferson Borges, da chapa Novos Rumos. "É uma eleição ferindo o estatuto, com uma interferência judicial, e isso me causa muita preocupação."

Cyro Delgado, da chapa Cara Nova, falou em "problema de hierarquia", mas também se disse a favor da eleição. "É um problema político que está afetando o atleta. Sou a favor da eleição amanhã (sexta), mas há um problema de hierarquia. Se a hierarquia não deixa, como vai ser daí pra frente?", questionou.

Miguel Cagnoni, por sua vez, ressaltou que tudo está sendo feito dentro da lei. "É um problema eminentemente político, e temos que trabalhar politicamente. Nós estamos obedecendo os regulamentos e leis do nosso país. Se está infringido normas de organismos esportivos internacionais, temos que resolve com eles", ponderou.


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